O representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Hélder Muteia, disse ontem (14) que para erradicar a fome no mundo a oferta de alimentos precisa aumentar 70% até 2050. De acordo com Muteia a população mundial deverá saltar de seis para nove bilhões de habitantes nos próximos 40 anos. “É uma fome que dói e mata”, afirmou. A estimativa atual é de que uma em cada seis pessoas no mundo passa fome e a cada cinco minutos uma criança morra de desnutrição.
Muteia alerta que, cada vez mais será exigido aumento de produção com redução de investimentos, no entanto existe a necessidade de um crescimento sustentado da produção de alimentos, sob pena de o homem comprometer ainda mais o meio-ambiente. "Com a pressa de produzir estamos degradando o meio ambiente e há uma utilização exagerada de agroquímicos, o que pode afetar a sustentabilidade ambiental. É importante ganhar dinheiro, mas é preciso pensar também nos valores, tanto em sustentabilidade social quanto ecológica", ponderou o representante da FAO.
Hélder Muteia acredita que o Brasil desempenhar papel de destaque na tarefa de erradicação da fome no mundo, para ele a política do programa Fome Zero, do presidente Lula, e a estabilidade econômica atingida desde a gestão anterior, de Fernando Henrique Cardoso, são políticas de êxito reconhecidas internacionalmente. "Não só por ter recursos naturais como solo e água, mas também pela sua capacidade técnica, exportando conhecimentos e experiências", enfatizou.

