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Economia Quarta-feira, 04 de Junho de 2008, 08:45 - A | A

Quarta-feira, 04 de Junho de 2008, 08h:45 - A | A

Mercados: Decisão do Copom centra as atenções nesta quarta-feira

Da Redação

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) centra a atenção dos investidores nesta quarta-feira. Independentemente do resultado, a reação fica para amanhã, pois a nova taxa de juros só será apresentada depois do encerramento dos mercados.

Os agentes estão divididos entre uma nova elevação de 0,5 ponto percentual ou um movimento mais agressivo, de 0,75 ponto. Há argumentos para os dois lados.

Em setembro do ano passado, o BC implementou o último corte de juros de um ciclo de dois anos de afrouxamento monetário. Entre outubro e março, a taxa ficou estável em 11,25%, até a autoridade monetária iniciar um ciclo de aperto com uma alta de 0,5 ponto em abril, puxando a Selic para 11,75% ao ano.

No comunicado da reunião passada, o BC indicou que parte substancial do aperto monetário já havia sido implementada, levando os agentes a acreditar que o ciclo de elevação de juros seria curto. No entanto, com a forte piora na inflação corrente desde então, as apostas estão sendo refeitas e a expectativa é de ajuste total entre 200 a 300 pontos-base. No último ciclo de aumento, realizado entre 2004 e 2005, o ajuste total ficou em 375 pontos.

Antes da reunião, a agenda interna reserva o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em maio, que aumentou 1,23% ante previsão de inflação em 1,18%.

Ainda no âmbito interno, o BC apresenta o fluxo cambial de maio e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deve divulgar os indicadores industriais de abril.

No front externo, a presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, tem novo discurso hoje. Ontem, ele afirmou que a economia dos EUA deve apresentar melhora no segundo semestre de 2008, mostrou preocupação com a queda do dólar e sinalizou que o ciclo de corte na taxa de juros pode ter chegado ao fim, dada a crescente preocupação com a inflação.

A fala do presidente do Fed ecoou forte pelos mercados, derrubando o preço das commodities e, conseqüentemente, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Nos Estados Unidos, atenção para os dados revisados da produtividade do trabalhador no primeiro trimestre e para o custo da mão-de-obra. Também será divulgado o índice de atividade no setor de serviços no mês de maio, e os estoques semanais de petróleo e derivados.

A empresa de recursos humanos ADP apresenta sua estimativa para o mercado de trabalho dos EUA. Os dados oficiais, do Departamento de Trabalho americano, saem na sexta-feira, e a expectativa é de que foram perdidos 60 mil postos de trabalho. (Fonte: Valor Online)
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