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Economia Terça-feira, 11 de Novembro de 2008, 17:54 - A | A

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008, 17h:54 - A | A

Dólar encerra em alta de 1,41%, cotado a R$ 2,222

Da Redação (JG)

Hoje foi mais um dia tenso nos mercados financeiros mundiais após a confirmação de que a crise, que era financeira, se espalhou para o lado real da economia. E foi justamente o medo de esfriamento nos Estados Unidos e na Europa e a perspectiva de recuo na demanda global que alimentaram a procura por ativos mais seguros. O resultado de tudo isso foi queda nos índices acionários e nas commodities e valorização do dólar.

No Brasil, a moeda norte-americana fechou em alta de 2,24%, vendida a R$ 2,232. O economista-chefe da Gradual Corretora, Pedro Paulo Silveira, avalia que a indicação de que os EUA estão mergulhados em uma recessão e que os impactos disso nos resultados das empresas são dramáticos pesou sobre o humor dos negócios.

Segundo ele, a falta de liquidez, em função do feriado norte-americano de Dia do Veterano, ajudou a potencializar a volatilidade. Desde o acirramento da crise, bancos centrais de todo o mundo estão tomando medidas para restaurar a confiança em suas economias.

Neste final de semana, o governo da China anunciou injeção de quase US$ 600 bilhões visando manter o dinamismo da sua economia a um ritmo de 8% a 9% em 2009. Segundo Paulo Silveira, as medidas amortecem a profundidade da crise, mas não resolvem os problemas. "Temos uma recessão em curso e após a desaceleração virá à recuperação. Não há mais nada a ser feito", frisa.

Impactada pela redução no consumo, a Starbucks anunciou queda de 96% no lucro líquido do quarto trimestre de seu ano fiscal. A Tyco International, maior fabricante mundial de sistemas de segurança, trouxe projeções decepcionantes de ganhos para 2008, enquanto que a GM continua à espera de um amparo por parte do governo dos EUA.

Aqui, é aguardado com ansiedade o resultado da Petrobras. Internamente, com o objetivo de manter a liquidez do sistema e oferecer hedge às empresas, o BC brasileiro continua agindo e vendeu 2,9 mil contratos de swap cambial, em uma operação que movimentou mais US$ 143,7 milhões. "Os leilões estão sendo fundamentais para estabilizar o dólar e reduzir a volatilidade no câmbio", finalizou Paulo Silveira. A Gradual trabalha com uma taxa de R$ 2,10 para o fim de 2008. (Com informações de Investnews)

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