Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007, 16h:43 -
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Consumo pode contribuir para aumento de preços em 2008, diz BC
Folha Online
O aumento de consumo de bens e serviços, estimulado pelo acesso ao crédito, pode fazer com que os reajustes de preços ocorram de forma mais disseminada em 2008. No entanto, o Banco Central avalia que a trajetória da inflação ficará dentro da meta.
"A atividade econômica está aquecida e contribui par um ambiente de repasse de preço mais provável, mas as nossas projeções indicam uma trajetória dentro da meta", afirmou Mário Mesquita, diretor de Política Econômica do BC.
Hoje, o BC divulgou o "Relatório de Inflação" em que prevê inflação de 4,3% para este ano e 2008 e de crescimento da economia de 5,2% nesse ano e de 4,5% no próximo. Essa previsão está dentro da meta, que indica IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
Já no cenário de mercado, que trabalha com os dados da pesquisa feita semanalmente pelo BC junto a analistas do mercado financeiro, a previsão de inflação para este ano foi revista de 3,9% para 4,3%. Para 2008, foi mantida em 4,3%.
A projeção fica acima do centro da meta apenas em 2009, e só no cenário de mercado, que prevê um IPCA de 4,9%. Já no cenário de referência, a previsão é de 4,2% de inflação.
Indústria
Mesquita revelou ainda preocupação em relação à capacidade das indústrias ampliarem a sua oferta para atenderem ao aumento da demanda, que é o maior consumo. Para ele, esse fator é tão importante quanto mudanças no cenário externo.
"Ampliamos as defesas do país. Acreditamos que essa política tem sido bastante exitosa, afirmou sobre a compra de US$ 76,3 bilhões no mercado de dólar entre janeiro e novembro".
Esses recursos foram para as reservas internacionais, que ajudam a proteger o país no caso de uma turbulência externa.
Também no "Relatório de Inflação", o BC elevou a expectativa de crescimento da economia brasileira para este ano e para o próximo. A aposta é que o PIB (Produto Interno Bruto) terá uma expansão de 5,2%, ante 4,7% previstos em setembro. Para 2008, a projeção é de 4,5%.