Bruno Rezende/Governo do Estado
Movimentação do minério de ferro no pátio do Porto Granel Química, em direção às barcaças
O setor mineral de Mato Grosso do Sul se expande com o início das operações de uma nova empresa, a Mineração Pirâmide e Participações (MPP), que se associou a executivos da mineração de São Paulo e já iniciou as exportações para a Europa.
Constituída há 15 anos, a MPP ganhou “musculatura financeira” com a entrada de expertises do setor e reformulou seu projeto, que há seis meses está sendo implementado com a exploração das reservas minerais do Morro do Rabicho, em Ladário, próximo de Corumbá. A companhia pleiteia os incentivos fiscais do Estado, que estão sendo analisados pela Semagro.
Com estimativa de produzir 500 mil toneladas de minério de ferro até dezembro deste ano, a empresa projeta comercializar 1,2 milhão de toneladas e expandir seus negócios com o manganês em 2023, mirando também o mercado interno. Absorvendo mais de 90% da mão de obra da região, o número de empregados (hoje são 100, entre diretos e indiretos) deve dobrar no próximo ano.
Segundo Patrick Paneco, CEO e um dos novos sócios, o processamento do minério é ambientalmente inovador, onde o rejeito da matéria-prima não é depositado convencionalmente em barragens, sendo reutilizado em outras atividades econômicas. “Na lavagem do minério, a argila ocupa a mesma frente da lavra, com redução de até 80% do consumo de água”, explicou
