As ações da Raízen (RAIZ4) registraram forte alta na bolsa de valores nesta semana, impulsionadas por fatores estratégicos da companhia e por mudanças externas que favorecem o setor de combustíveis. O movimento é interpretado pelo mercado como um sinal de confiança na gestão da empresa.
A companhia anunciou a venda das usinas Rio Brilhante e Passatempo, localizadas em Mato Grosso do Sul, para a Cocal Agroindústria S.A., em operação de aproximadamente R$ 1,54 bilhão. O valor inclui R$ 1,32 bilhão pelos ativos e R$ 218 milhões em custos de manutenção.
Segundo Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital, a negociação é “muito positiva para a empresa, que está bastante alavancada”. A venda deve reduzir o endividamento e reforçar o caixa, em busca de maior eficiência e rentabilidade. Após a conclusão, ainda sujeita à aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a Raízen seguirá com 25 usinas e capacidade de moagem de 75 milhões de toneladas por safra.
Operação policial traz reflexos para o setor
Além da transação, a valorização das ações também foi influenciada pela Operação Carbono Oculto, que desarticulou um esquema bilionário de sonegação e adulteração de combustíveis, comandado pela facção criminosa PCC.
Embora a Raízen não tenha sido citada, analistas como os do BTG Pactual avaliam que a ação policial pode beneficiar empresas idôneas, ao criar um ambiente mais competitivo e seguro. A possível paralisação de usinas ligadas ao esquema criminoso pode ainda abrir espaço para companhias como a Raízen ampliarem sua participação no mercado.