Mato Grosso do Sul manteve saldo positivo em sua balança comercial agropecuária durante o mês de maio de 2026. Levantamento da Aprosoja/MS aponta que o Estado registrou superávit de US$ 802,2 milhões, resultado sustentado principalmente pelo desempenho das exportações do agronegócio.
No período, as vendas externas alcançaram US$ 993,3 milhões, enquanto as importações somaram US$ 191 milhões. Com isso, o volume exportado foi mais de cinco vezes superior ao valor gasto com compras internacionais.
A soja e seus derivados permaneceram como os principais produtos embarcados, representando 44,5% das exportações sul-mato-grossenses. Na sequência aparecem a carne bovina, responsável por 20,9% das vendas externas, e a celulose, com participação de 18,2%.
Entre os produtos importados, o gás natural continuou liderando a pauta, com 33,3% do total. No entanto, o destaque ficou para as células fotovoltaicas, que ocuparam a segunda posição entre os itens mais importados, refletindo o avanço dos investimentos em energia solar e fontes renováveis no Estado.
Segundo a análise econômica da Aprosoja/MS, o comportamento das exportações já demonstra os efeitos da sazonalidade da soja, cuja comercialização tende a desacelerar após o período de pico da colheita. Mesmo assim, a estabilidade dos embarques de carne bovina contribuiu para manter o saldo comercial em patamar elevado.
Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho, o resultado reforça a força do setor agropecuário na economia estadual. “Mesmo com a desaceleração natural das exportações de soja neste período do ano, Mato Grosso do Sul mantém uma balança comercial bastante robusta. O destaque para a importação de células fotovoltaicas demonstra que o Estado acompanha uma tendência global de transição energética, enquanto o forte desempenho das exportações agropecuárias continua garantindo um saldo comercial expressivo e contribuindo para a dinâmica econômica regional”, destacou.
O boletim também aponta um cenário de maior estabilidade econômica. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58%, enquanto o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou 0,84%. De acordo com a análise, a desaceleração dos índices foi influenciada pela acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional, fator que contribui para reduzir pressões sobre os custos da cadeia produtiva.
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