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Agronegócio Sexta-feira, 12 de Junho de 2026, 11:41 - A | A

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Safra

Mato Grosso do Sul deve colher mais de 29 milhões de toneladas de grãos em 2026

Estimativa do IBGE aponta crescimento de 3,5% na produção, com destaque para a soja, que deve atingir volume recorde

Elaine Oliveira
Capital News

Mato Grosso do Sul deverá alcançar uma produção de 29,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, consolidando-se entre os principais polos agrícolas do país. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica crescimento de 3,56% em relação à safra de 2025, o equivalente a aproximadamente 1 milhão de toneladas a mais.

O avanço também será acompanhado pela ampliação da área destinada à colheita. A previsão é de que os produtores utilizem 7,02 milhões de hectares, aumento de 2,89% na comparação com o ano anterior, representando quase 200 mil hectares adicionais.

A soja continua sendo a principal força do agronegócio sul-mato-grossense e deverá registrar produção recorde em 2026. A estimativa é de 15,7 milhões de toneladas, volume 19,8% superior ao obtido na safra anterior. A área cultivada com a oleaginosa deve crescer de 4,26 milhões para 4,38 milhões de hectares.

Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul deve manter a posição de quinto maior produtor de soja do Brasil, respondendo por cerca de 9% da produção nacional.

Já o milho, somando a primeira e a segunda safras, tem previsão de alcançar 12,1 milhões de toneladas. Apesar do volume expressivo, o resultado representa queda de 13,4% em relação às 13,9 milhões de toneladas colhidas em 2025. A redução é atribuída principalmente ao desempenho esperado para o milho de segunda safra, principal cultura do cereal no Estado.

Outra cultura que chama atenção é o sorgo. A produção deve saltar de 534,7 mil para 881 mil toneladas, crescimento de 64,8%. A área plantada também apresenta forte expansão, com alta superior a 72%.

Com os números projetados, Mato Grosso do Sul deverá permanecer como o terceiro maior produtor de sorgo do país, atrás apenas de Goiás e Minas Gerais.

Entre as demais culturas, o algodão apresenta expectativa de crescimento de 3%, com produção estimada em 172,8 mil toneladas. Em contrapartida, o feijão deverá registrar queda de 7,4%, totalizando 11,2 mil toneladas.

A mandioca também apresenta retração, com previsão de 1,41 milhão de toneladas, volume 6% inferior ao registrado no ano passado.

Na cana-de-açúcar, a expectativa é de estabilidade. A produção permanece estimada em 55,26 milhões de toneladas, mantendo praticamente a mesma área cultivada de cerca de 723 mil hectares.

Os dados reforçam a força do agronegócio sul-mato-grossense, impulsionado principalmente pela soja e pelo crescimento de culturas como o sorgo, que ganham cada vez mais espaço nas propriedades rurais do Estado.

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