A oferta de carne de frango no mercado brasileiro aumentou entre abril e junho de 2026, alcançando 2,25 milhões de toneladas. Segundo cálculos do Cepea, esse foi o maior volume registrado desde o quarto trimestre de 2025.
O cenário de maior disponibilidade ocorre em um momento de queda nos preços da proteína avícola. Pesquisadores do Cepea apontam que a elevada oferta, somada à perda de competitividade frente à carne suína, tem dificultado a comercialização no mercado doméstico.
A situação também contrasta com o que ocorreu em 2025. No segundo e terceiro trimestres daquele ano, o setor enfrentou restrições aos embarques após a confirmação de um caso de Influenza Aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. Com a redução das exportações, uma parcela maior da produção permaneceu no mercado interno, elevando a disponibilidade.
Em 2026, a oferta voltou a crescer, e as estimativas indicam que o ritmo de produção deve continuar elevado nos próximos meses. Para o Cepea, esse cenário pode manter a pressão sobre as cotações caso a demanda não acompanhe o aumento da disponibilidade.
Outro fator de atenção está no comportamento do consumidor no fim do ano. Tradicionalmente, cortes de frango perdem espaço nas festas de dezembro para as chamadas aves natalinas e para a carne suína.
A concorrência com a proteína suína também pesa sobre o mercado. Com os preços da carne suína em níveis historicamente baixos, o frango perde parte da vantagem competitiva, o que limita a liquidez e pode contribuir para novas quedas nas cotações nos próximos meses.
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