A colheita da soja em Mato Grosso do Sul caminha para a reta final e já alcança 98,1% da área acompanhada, o equivalente a cerca de 4,7 milhões de hectares, segundo dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS.
A região sul lidera os trabalhos, com 99,8% da área colhida, seguida pela região centro, com 97%, e pela região norte, com 93%.
Mesmo diante do estresse hídrico registrado em janeiro e fevereiro, a safra apresentou desempenho acima do esperado. “Estamos entrando na reta final da colheita da soja em Mato Grosso do Sul, com praticamente toda a área consolidada. Mesmo com os problemas climáticos enfrentados ao longo de janeiro e fevereiro, principalmente pela estiagem e pelas altas temperaturas, os levantamentos de campo mostram uma recuperação melhor do que a esperada inicialmente, o que permitiu uma revisão positiva da produtividade”, afirma o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena.
Com base em 713 levantamentos de campo, que representam 19,5% da área cultivada, a produtividade média foi revisada de 52,82 para 61,73 sacas por hectare. Com isso, a estimativa de produção subiu para 17,759 milhões de toneladas, volume 26,3% superior ao registrado na safra anterior.
A área total cultivada com soja nesta temporada é estimada em 4,794 milhões de hectares, crescimento de 5,9% em relação ao ciclo passado.
Milho segunda safra avança no Estado
Com o avanço da colheita da soja, os produtores praticamente concluíram o plantio do milho segunda safra. Até 24 de abril, a semeadura atingiu 99,8% da área acompanhada, o equivalente a aproximadamente 2,2 milhões de hectares.
A região sul já finalizou o plantio, enquanto a região centro alcança 99,9% e a região norte 98,3%. O índice está apenas 0,2 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
“O produtor conseguiu avançar de forma muito consistente com o plantio do milho segunda safra. Ainda que a semeadura tenha começado em ritmo mais lento por conta do atraso na retirada da soja, hoje nós temos quase a totalidade da área implantada, o que demonstra a capacidade de reação do campo”, destaca Flavio Aguena.
A estimativa inicial aponta para uma área de 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas.
Clima e mercado entram no radar
Com a soja praticamente consolidada e o milho implantado, o foco dos produtores se volta agora para as condições climáticas e o comportamento do mercado. A saca de 60 quilos da soja foi cotada, em média, a R$ 110,38 no Estado, com valorização semanal de 1,09%. Já o milho é negociado em torno de R$ 51 a saca.
Apesar da leve recuperação nos preços da soja, a comercialização segue mais lenta. Até 27 de abril, cerca de 46% da produção havia sido negociada, abaixo do ritmo do ano passado. “Agora o foco se volta totalmente para o desenvolvimento dessas lavouras de milho. A manutenção de chuvas regulares nas próximas semanas será decisiva para sustentar o potencial produtivo, principalmente nas áreas implantadas mais fora da janela ideal. Além disso, o produtor segue atento ao comportamento do mercado, porque apesar de uma leve recuperação na soja, os preços ainda exigem cautela na comercialização e no planejamento financeiro da propriedade”, finaliza o assessor técnico.
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