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Saúde e Bem Estar Sábado, 11 de Abril de 2026, 07:51 - A | A

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Dourados

Sexta morte por chikungunya é confirmada em Dourados

Município enfrenta cenário crítico com alta taxa de transmissão e casos em investigação

João Gabriel Vilalba
Capital News

A.Frota

Integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública realizam reuniões diárias para avaliar os trabalhos e definir ações de curto e médio prazos

Integrantes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública realizam reuniões diárias para avaliar os trabalhos e definir ações de curto e médio prazos

Um indígena de 55 anos é a sexta vítima de Chikungunya registrada em Dourados, a 220 quilômetros de Campo Grande. O morador morreu no Hospital da Missão Caiuá após complicações causadas pela doença. A informação foi confirmada pelo município na manhã desta sexta-feira (10).

Segundo a prefeitura, o paciente deu entrada na unidade hospitalar no dia 1º de abril e morreu dois dias depois, em 3 de abril.

Outras duas mortes suspeitas seguem em investigação. Entre elas está a de uma menina de 10 anos, que estava internada no Hospital Regional de Dourados e não morava na Reserva Indígena.

De acordo com dados do Informe Epidemiológico divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, a situação nas aldeias indígenas segue grave. Foram registrados 1.780 casos prováveis, 1.264 confirmados, 444 descartados e 516 em investigação, totalizando 2.224 notificações e 246 atendimentos hospitalares.

“As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados, mas volto a dizer que essa guerra contra o mosquito Aedes aegypti só será vencida se cada pessoa fizer a sua parte no cuidado com sua casa e seu quintal”, afirmou o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo.

Atualmente, 29 pacientes seguem internados com chikungunya, sendo quatro no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 18 no Hospital Universitário da UFGD, um no Hospital Cassems, um no Hospital Regional, um no Hospital Unimed, dois no Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.

Em números gerais, o município registra 3.412 casos prováveis da doença, com 1.572 confirmados, 609 descartados e 2.449 em investigação, além de uma taxa de positividade de 72,07%.

Ainda de acordo com o informe, a taxa de positividade da chikungunya em Dourados se manteve em níveis extremamente elevados, entre aproximadamente 72% e 79% ao longo do período analisado, o que indica intensa circulação viral.

“Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso”, destaca o documento.

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