Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026


Saúde e Bem Estar Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, 07:59 - A | A

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026, 07h:59 - A | A

Registros

HIV atinge mais heterossexuais e reforça alerta contra o estigma em Mato Grosso do Sul

Dados mostram maioria de diagnósticos entre heterossexuais no Estado e reforçam importância da testagem

Viviane Freitas
Capital News

Julia Prado/Ministério da Saúde

Dados mostram maioria de diagnósticos entre heterossexuais no Estado e reforçam importância da testagem

Dados mostram maioria de diagnósticos entre heterossexuais no Estado e reforçam importância da testagem

O HIV não está ligado a uma orientação sexual específica. Entre 2020 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou cerca de 3,8 mil casos de HIV/AIDS. Desse total, 52% ocorreram entre heterossexuais e 19% entre homossexuais. Em Campo Grande, a diferença é ainda maior: 57,4% dos diagnósticos foram entre heterossexuais, contra 21,9% entre homossexuais.

Para a infectologista Andyane Freitas, do Hospital Universitário da UFGD, a falsa sensação de segurança pode atrasar a descoberta da infecção. "É um erro atribuir o HIV a um determinado perfil de pessoa. A baixa percepção de risco faz com que alguém permaneça muitos anos sem realizar um teste", explica.

O atraso no diagnóstico é uma preocupação em Mato Grosso do Sul. Em 2024, o Estado teve taxa de detecção de AIDS de 27,2 casos por 100 mil habitantes, acima da média nacional de 17,4. O primeiro exame de CD4 também apresenta resultado preocupante, com média de 258 células por milímetro cúbico, indicando que muitos pacientes chegam ao serviço de saúde com a imunidade já enfraquecida.

A médica alerta que o HIV pode não apresentar sintomas por anos ou causar sinais parecidos com uma virose, como febre, cansaço e dores no corpo. Por isso, a testagem deve fazer parte da rotina de pessoas sexualmente ativas. "A testagem deve fazer parte do cuidado rotineiro de qualquer pessoa sexualmente ativa, de acordo com sua história de exposição", afirma.

O SUS oferece medidas de prevenção e diagnóstico, como a PEP, que pode ser iniciada até 72 horas após uma situação de risco, a PrEP e os testes rápidos. Para Andyane, combater o preconceito também é essencial. "Não existe aparência, profissão, idade, estado civil ou orientação sexual que permita excluir a possibilidade de infecção. A percepção de não estar em risco não substitui a testagem", completa.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS