Campo Grande 00:00:00 Sexta-feira, 01 de Maio de 2026


Saúde e Bem Estar Sexta-feira, 01 de Maio de 2026, 13:40 - A | A

Sexta-feira, 01 de Maio de 2026, 13h:40 - A | A

Boletim

Mato Grosso do Sul investiga novos óbitos por chikungunya após estado atingir 5,2 mil

O dado chama a atenção pela disparidade com a dengue, que, embora apresente circulação viral, não registrou mortes no mesmo período

Viviane Freitas
Capital News

O avanço da febre chikungunya em Mato Grosso do Sul atingiu um novo patamar de gravidade em 2026. Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), publicado na última quinta-feira (30), o estado contabiliza 5.214 casos confirmados e um total de 14 óbitos decorrentes da enfermidade. O dado chama a atenção pela disparidade com a dengue, que, embora apresente circulação viral, não registrou mortes no mesmo período.

As fatalidades foram concentradas nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. De acordo com a análise clínica da SES, a presença de comorbidades foi o fator determinante para o agravamento dos quadros na maioria das vítimas. Outros dois óbitos suspeitos aguardam resultados laboratoriais.

A vigilância epidemiológica destacou preocupação com o grupo das gestantes, que já soma 52 diagnósticos confirmados. O acompanhamento rigoroso é preconizado pelo protocolo estadual devido ao risco de complicações obstétricas e sequelas no desenvolvimento fetal.

Diferente da dengue, a chikungunya tem se destacado pela cronicidade das dores articulares, que em muitos pacientes ultrapassam a fase aguda da doença, resultando em meses de incapacidade funcional e sobrecarga no sistema de saúde pública para tratamentos de reabilitação.

Dengue: Vacinação e Baixa Incidência
No contraponto, a dengue apresenta números mais contidos:

Confirmados: 655 casos.

Prováveis: 4.779 registros.

Vacinação: O estado já utilizou 92,6% do estoque enviado pelo Ministério da Saúde (223.322 doses aplicadas de um total de 241.030).

Apesar do cenário de baixa incidência em cidades como Corumbá, Três Lagoas e Chapadão do Sul nas últimas duas semanas, as autoridades reiteram que o controle do vetor Aedes aegypti é a única via para conter ambas as doenças.

Diretrizes de Saúde
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação, prática que pode mascarar sintomas graves ou agravar quadros hemorrágicos. A orientação oficial é a busca imediata por unidades de saúde ao primeiro sinal de febre persistente e dores musculares intensas.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS