Indígena de 77 anos é a sétima vítima por chikungunya registrada em Dourados. O avanço dos casos e o aumento das mortes acendem alerta no município, em meio à epidemia que atinge fortemente as reservas indígenas.
A confirmação ocorreu após investigação da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Laboratório Central do Governo do Estado.
De acordo com a prefeitura, a vítima tinha diagnóstico de câncer, apresentou os primeiros sintomas em 10 de fevereiro e morreu em 14 de março.
Segundo Márcio Figueiredo, coordenador-geral do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), é necessário maior atenção da população douradense diante da epidemia de chikungunya. Ele reforçou a importância da mobilização coletiva no combate ao mosquito Aedes aegypti.
“Infelizmente, as pessoas estão relativizando o problema e percebemos que muitas famílias não estão levando essa epidemia a sério”, lamentou o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.
A vítima morava em uma reserva indígena, região que concentra o maior volume de diagnósticos da doença: 2.012 casos prováveis, 1.461 confirmados, 479 descartados, 545 em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares.
Na sexta-feira passada (10), o comitê havia confirmado a sexta morte em decorrência da doença. A vítima, do sexo masculino, tinha 55 anos, foi internada no Hospital da Missão Caiuá em 1º de abril e morreu no dia 3 de abril, em razão de complicações causadas pela chikungunya.
Na segunda-feira, o COE informou que outras três mortes continuam em investigação. Entre elas estão o caso de uma menina de 10 anos, internada no Hospital Regional de Dourados e que não residia na reserva indígena, e o de um homem de 63 anos, internado no Hospital Unimed e morador do Parque das Nações II, região onde foi identificado forte avanço da doença.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (14) aponta que Dourados tem atualmente 40 pacientes internados com chikungunya, sendo: 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 21 no Hospital Universitário (HU-UFGD), 5 no Hospital Cassems, 8 no Hospital Regional, 1 no Hospital Unimed, 1 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.
Em números gerais, o município registra 3.681 casos prováveis de chikungunya, com 1.701 confirmados, 780 descartados e 2.760 em investigação, além de taxa de positividade de 68,6%
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