Mato Grosso do Sul registrou aumento na doação de leite humano em 2025, com mais de 7 mil litros coletados pelos cinco bancos do Estado. Apesar do avanço, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, enfrenta situação crítica, com estoque suficiente para apenas três dias.
O crescimento foi registrado em quatro unidades. Na Maternidade Cândido Mariano, o volume subiu de 2.043,2 para 2.350,2 litros, enquanto o Hospital Universitário da UFMS passou de 1.036,1 para 1.104,1 litros. Já a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Universitário da Grande Dourados também ampliaram a coleta, reforçando a rede de apoio neonatal.
Além do aumento na arrecadação, mais recém-nascidos foram beneficiados. O leite doado passa por coleta, testes e pasteurização antes de ser encaminhado às UTIs neonatais. “Cada litro coletado representa uma rede funcionando e bebês recebendo um alimento que salva vidas”, afirmou a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone.
Mesmo com os avanços, autoridades reforçam o alerta para novas doações, principalmente diante da baixa no Humap. “Hoje, esse leite pode faltar em poucos dias. É fundamental que as mães que podem doar procurem os bancos de leite”, destacou Liliane Rodrigues. O Estado ainda prepara eventos nacionais para fortalecer a mobilização e incentivar o aleitamento materno.
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