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Comissão

Comissão revisará mortes para aperfeiçoar atendimento em Campo Grande

Grupo permanente vai revisar todos os óbitos registrados na rede de urgência de Campo Grande

Viviane Freitas
Capital News

PMCG

Servidores da saúde terão incentivo por desempenho em novo projeto

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) criou uma comissão permanente para analisar todas as mortes registradas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) e no Serviço de Atenção Domiciliar de Campo Grande. A medida foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (7).

A comissão terá acesso a prontuários, laudos de necropsia e relatórios das unidades de saúde para identificar padrões, possíveis falhas no atendimento e situações que precisem de esclarecimento. Todos os óbitos ocorridos nesses serviços deverão passar por avaliação do grupo.

Quando houver dúvidas sobre a assistência prestada ao paciente, o caso poderá ser classificado como "óbito a esclarecer". No entanto, a comissão não poderá concluir se houve erro, negligência, imprudência ou imperícia, atribuição que continua sendo dos conselhos profissionais.

Caso sejam encontrados indícios de irregularidades, o processo será encaminhado à Gerência da Rede de Atenção às Urgências e Emergências (GRAUE), que poderá acionar a Comissão de Ética Médica, a Comissão de Ética de Enfermagem e outros órgãos competentes. A resolução também prevê comunicação à área de segurança do paciente em casos de eventos adversos graves.

O grupo será formado por seis membros titulares e seis suplentes, com mandato de dois anos. Os integrantes deverão manter sigilo absoluto sobre as informações analisadas e estarão proibidos de compartilhar documentos ou discussões em aplicativos de mensagens e redes sociais.

A nova comissão também produzirá relatórios mensais e anuais para identificar padrões e propor melhorias na rede municipal de saúde. A medida reforça o monitoramento dos atendimentos após casos recentes de grande repercussão, como a morte do menino João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, ocorrida em abril e atualmente investigada pela Polícia Civil.

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