Muitas pessoas convivem com hepatites virais sem saber que estão infectadas. Em Mato Grosso do Sul, a doença foi responsável por 10.199 casos confirmados e 986 mortes entre 2000 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.
O principal desafio no combate às hepatites é justamente a falta de sintomas no início da infecção. Enquanto o paciente mantém a rotina normalmente, o vírus pode continuar causando lesões no fígado e, com o passar dos anos, provocar problemas graves como cirrose e câncer hepático.
Entre os tipos da doença, as hepatites B e C são as que mais preocupam os especialistas por terem maior possibilidade de se tornarem crônicas. No Brasil, elas representam a maior parte dos casos registrados, com centenas de milhares de notificações nas últimas duas décadas.
Em Mato Grosso do Sul, a hepatite A aparece como a mais registrada no período analisado. Para ampliar a descoberta de novos casos, o Ministério da Saúde vem aumentando a oferta de testes rápidos. Até maio deste ano, o Estado recebeu 60 mil exames para identificação da hepatite C.
A infectologista Cláudia Vidal destaca que o diagnóstico antecipado pode evitar complicações. "Quanto mais pessoas puderem fazer o exame, maiores serão as chances de descobrir a infecção antes que o fígado apresente danos irreversíveis", explicou.
A prevenção depende de cuidados simples, como manter a vacinação em dia, usar preservativo, evitar o compartilhamento de objetos como seringas, lâminas e alicates, além de exigir materiais esterilizados em procedimentos como tatuagens e piercings. O atendimento e os testes estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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