A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon/MS), encaminhou oficio conjunto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) no sentido de manifestar a preocupação com o aumento dos preços dos gêneros de primeira necessidade em todo o País.
O superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, entende que “ sem a elaboração de diretrizes governamentais não conseguiremos reverter o atual cenário econômico, principalmente por se registrar aumento na demanda por itens alimentícios”.
Sensível a essa situação, o Procon Estadual já notificou alguns supermercados e está desenvolvendo ação no sentido de notificar todos os “atacarejos” do Estado a demonstrarem, por meio de nota fiscal de aquisição, as razões para a prática dos atuais reajustes. Há que se levar em consideração que se trata de uma “cadeia” no que se refere o abastecimento dos estabelecimentos. Nesse caso, estão envolvidos o produtor, o distribuidor e o comerciante, sendo o consumidor o mais prejudicado no fim das operações.
Em função de pedido de esclarecimentos, a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados apresentou planilha ao Procon/MS, demonstrando a evolução dos preços de produtos agrícolas no mercado interno que, nos últimos 12 meses, chegou a 118,4%, como é o caso do arroz. A mesma planilha mostra que, nesse período, o dólar passou por variação de 36,3%.
Ao mesmo tempo verifica-se que o estímulo à venda dos nossos produtos ao exterior, principalmente devido a sensível valorização do dólar, tem provocado escassez dos produtos, ocasionando a majoração dos preços quando da venda ao consumidor.
Ao se manifestar a respeito da necessidade de tomada de posição, a Senacon salientou já ter feito articulação interministerial e marcado reunião urgente com objetivo de dialogar com todos os ministérios que cuidam do tema e, assim, compreender o que gerou tamanho salto nos preços dos produtos. Os ministérios da Agricultura e da Economia se comprometeram a enviar os dados e informações necessários, especialmente os relacionados ao comércio exterior.
De acordo com assessoria com base nessas informações, solicitadas em caráter de urgência, a Senacon avaliará as alternativas para garantir a competitividade nesse setor e, principalmente, para que não falte produtos da cesta básica para o consumidor brasileiro.
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