Após semanas sem registro significativo de precipitação, um episódio isolado de chuva voltou a atingir o Pantanal e foi identificado por um sistema de monitoramento ambiental. O flagrante ocorreu na Serra do Amolar, área de difícil acesso, por meio do sistema Pantera, utilizado no acompanhamento e prevenção de incêndios florestais.
O registro chama atenção porque a região permanecia seca desde o fim de dezembro, mesmo com chuvas ocorrendo em outras partes de Mato Grosso do Sul. De acordo com dados ambientais, a última medição relevante no entorno havia sido de 29 milímetros, ainda em 2025, o que reforça o caráter pontual do novo evento climático.
Especialistas avaliam que, embora localizada, a chuva se soma a precipitações recentes em áreas do Mato Grosso, como Cuiabá e Cáceres, que influenciam diretamente o comportamento hídrico do Pantanal. “Esses volumes ajudam a recompor gradualmente o sistema de drenagem da planície”, indicam técnicos que acompanham o bioma.
Atualmente, o rio Paraguai marca 0,77 metro em Ladário, índice inferior ao registrado no ano passado, mas acima do nível crítico observado em 2024. Levantamentos do Inmet e do Cemtec apontam Campo Grande como o município com maior acumulado recente de chuva, enquanto a Serra do Amolar apresentou a maior umidade relativa do ar nas últimas 24 horas.
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