Saul Schramm/Secom/Arquivo

Monitoramento aponta queda nas cotas e previsão sem chuvas deve manter redução nos próximos dias
O volume de chuva acima da média registrado nos últimos meses ainda não foi suficiente para recuperar totalmente os níveis do Rio Paraguai. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que parte do sistema continua com cotas abaixo do padrão esperado para o período.
Entre janeiro e julho, a Bacia do Rio Paraguai acumulou precipitação 8% superior à média histórica considerada entre 1998 e 2025. Mesmo assim, a distribuição das chuvas não conseguiu elevar os níveis de todos os trechos monitorados.
A situação mais preocupante está entre Barra do Bugres e Cáceres, em Mato Grosso, onde os rios permanecem abaixo da normalidade. Já os pontos de acompanhamento entre Ladário e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, estão dentro da faixa considerada normal para esta época do ano.
O cenário para os próximos dias, porém, indica possibilidade de nova redução. Segundo o SGB, não há previsão de chuva significativa nas estações monitoradas da bacia, o que deve favorecer a continuidade da queda gradual das águas.
Em Ladário, referência para o acompanhamento do Pantanal sul-mato-grossense, a projeção aponta redução de 10 centímetros no nível do rio em sete dias e de até 23 centímetros em duas semanas. Na quarta-feira (29), o local registrava 251 centímetros.
Outros pontos de medição também apresentam níveis abaixo das médias históricas. Barra do Bugres marcou 60 centímetros, enquanto Cáceres registrou 105 centímetros. Em Porto Murtinho, a cota chegou a 320 centímetros. Apesar das diferenças, rios como Cuiabá, Aquidauana e Miranda seguem dentro da faixa considerada normal.
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