O trabalho de prevenção e fiscalização tem sido apontado como um dos principais fatores para a redução dos focos de calor em Mato Grosso. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que julho deste ano teve o menor número de registros para o mês desde o início da série histórica, em 1998.
A diminuição ocorre em um período considerado crítico para o Estado, marcado pela estiagem e pelo aumento do risco de incêndios florestais. Mesmo com as condições favoráveis à propagação do fogo, as ocorrências ficaram abaixo da média registrada nas últimas décadas.
Entre as medidas adotadas estão ações de conscientização, monitoramento das áreas de risco e fiscalização contra o uso irregular do fogo. O Corpo de Bombeiros destaca que a participação da população é essencial para evitar incêndios de grandes proporções.
"A colaboração da população é fundamental para evitarmos ocorrências de grandes proporções", afirmou o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza. Segundo ele, denúncias de práticas ilegais podem ajudar no combate aos incêndios e na preservação das áreas naturais.
Apesar da redução nos números, o período de alerta continua. O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais permanece proibido até o fim de novembro nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. Nas cidades, a queima de materiais é proibida durante todo o ano.
As autoridades reforçam que o avanço das ações preventivas precisa continuar durante toda a estiagem. A orientação é que a população evite qualquer prática que possa iniciar incêndios e comunique situações suspeitas aos órgãos responsáveis pelos telefones 190 e 193.
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