Mais de 300 funcionários da indústria de curtume de JBS foram demitidos na semana passada. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes e Derivados de Campo Grande (Sticcg), Vilson Gimenes Gregório, a empresa não justificou o motivo para tal atitude.
“A nosso ver essa atitude é mais uma estratégia do JBS de ganhar muito com a exploração bovina em Mato Grosso do Sul, sem, no entanto se preocupar com o social, com o emprego e as famílias desses trabalhadores”, comenta o sindicalista.
Gimenes Gregório informou que o curtume é a mesma que pertencia ao grupo BMZ, que vendeu para o JBS. “Lamentamos muito a demissão desses companheiros trabalhadores. Esperamos que nossas autoridades constituídas, principalmente o governo do Estado, que dá consideráveis incentivos fiscais para essas indústrias. Só que, na hora de dar a contrapartida social, elas pulam fora, mudam as atividades”, critica Vilson Gimenes.
Acordo salarial
Os frigoríficos JBS, Beef Nobre e Boi Verde estão sendo acusados de “jogar sujo” com os empregados em Campo Grande e Naviraí. Depois de fechar acordo sobre a Convenção Coletiva de Trabalho, as três empresas teriam “amarelado”, se recusando a assinar o acordo que estabelecia reposição salarial de 7% e elevação do piso salarial de R$ 570 para R$ 625, além de outros benefícios.
A assinatura da convenção coletiva estava marcada para a última quinta-feira (21). Segundo Gimenes, os trabalhadores se revoltaram com a atitude das três indústrias que não teriam dado nenhuma justificativa para o procedimento anti ético.
Além do reajuste de 7% e do piso salarial, as empresas e trabalhadores haviam firmado acordo sobre a elevação do valor do cartão “vale alimentação”, que passaria de R$ 20 para R$ 35. Ficou estabelecido também que as empresas pagariam uma multa no valor de R$ 300 caso não implantassem um programa de participação no lucro das empresas para beneficiar os empregados.
O clima de revolta e indignação tomou conta dos empregados nessas indústrias. A direção sindical, segundo Vilson, fará uma assembléia geral para decidir que atitudes deverão ser tomadas em represália à “covardia” dos empresários, donos do JBS, Beef Nobre e Boi Verde. “Essas empresas precisam entender que elas estão lidando com pessoas decentes, pais de família que precisam de segurança no trabalho e boa remuneração para sustentarem seus lares”, reclama Vilson Gimenes.
O sindicalista pede apoio de parlamentares e do Ministério Público para intervir na questão e pressionar os empresários das referidas indústrias a honrarem seus compromissos assumidos com a classe trabalhadora.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

