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Estiagem

Rio da Prata segue com trecho seco mesmo após chuvas em Jardim

Estiagem atinge cerca de cinco quilômetros do rio há mais de um mês e persiste mesmo após precipitações recentes na região

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação/

Peixes são resgatados após seca atingir trecho do Rio da Prata em Jardim

Peixes são resgatados após seca atingir trecho do Rio da Prata em Jardim

Um trecho de aproximadamente cinco quilômetros do Rio da Prata permanece sem fluxo de água em Jardim, a 236 quilômetros de Campo Grande. A situação é acompanhada desde 25 de agosto, quando os primeiros sinais da estiagem foram registrados na região da Ponte do Curé. A vistoria mais recente foi realizada no sábado (26) pelo Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim (IGMA).

Imagens registradas pela equipe mostram o avanço da perda de água em pontos monitorados. Em 15 de setembro, ainda havia água acumulada entre as pedras, mas o mesmo local apareceu completamente seco na vistoria de sábado. Segundo o presidente do IGMA, Nisroque da Silva Soares, cerca de 60 milímetros de chuva foram registrados nos últimos dias, mas a água voltou a desaparecer pouco depois.

Apesar da situação, o problema não atinge toda a extensão do Rio da Prata. Em outros pontos, o curso d’água permanece com fluxo normal e volta a correr mais adiante com contribuição de nascentes e do Rio Olho d’Água. No início de setembro, cerca de 200 peixes que ficaram isolados em três poças precisaram ser retirados e transferidos para locais com água.

Este é o terceiro ano consecutivo em que o mesmo trecho enfrenta redução severa no volume de água. Em 2024, aproximadamente seis quilômetros chegaram a secar, enquanto em 2025 a área afetada alcançou cerca de sete quilômetros. Naquele período, também houve registro de morte de peixes e outros animais aquáticos.

As causas do fenômeno são investigadas desde 2024 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Relatórios ambientais já relacionaram a situação à estiagem prolongada e levantaram a possibilidade de interferência de drenos construídos nas cabeceiras, embora não exista confirmação de uma única causa. Especialistas também apontam que a recuperação depende da infiltração das chuvas e da recarga da água subterrânea, o que explica por que precipitações isoladas nem sempre são suficientes para restabelecer o fluxo do rio.

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