A Câmara Municipal de Campo Grande recebe, na próxima segunda-feira (4), a 2ª edição do curso “OSC Organizada – Método Prático de Captação de Recursos”, com a especialista Jana Santos. O encontro começa às 8h, com entrada gratuita.
A iniciativa tem como objetivo fortalecer organizações sociais, igrejas, associações e lideranças comunitárias, oferecendo conhecimento técnico para estruturar projetos e ampliar o acesso a recursos. O evento também propõe discutir como a falta de estrutura técnica ainda limita o crescimento de muitas iniciativas sociais.
De acordo com a organização, o curso trará como exemplo o crescimento do Instituto Bola de Ouro, liderado por Jairo César. O projeto, que começou com apenas 10 crianças, hoje atende mais de 3 mil jovens em Campo Grande, mostrando o potencial de transformação social — mas também os desafios de gestão enfrentados por iniciativas do terceiro setor.
Após o sucesso da primeira edição, que reuniu cerca de 300 participantes e mais de 160 organizações, o curso retorna mais estruturado, atendendo à crescente demanda por profissionalização.
Para o vereador Herculano Borges, a capacitação representa um movimento de fortalecimento do terceiro setor. “Quando um projeto se fortalece, amplia seu alcance e transforma mais vidas. Isso traz impacto social, organização e mais segurança para quem está na ponta”, afirmou.
Do campo à transformação social
Fundador do Instituto Bola de Ouro, Jairo César destaca que o projeto nasceu em 2004, de forma espontânea, a partir da iniciativa das próprias crianças da comunidade. Hoje, a proposta é oferecer atividades no contraturno escolar e um ambiente seguro para o desenvolvimento social por meio do esporte.
Mesmo com mais de duas décadas de atuação, ele reconhece que a gestão ainda é um desafio. “Sempre tivemos prática, mas precisávamos de uma gestão mais técnica. O curso ajudou a profissionalizar nossos processos”, afirmou.
Captação: o desafio que trava projetos
Para Jana Santos, o principal gargalo do terceiro setor não é a falta de boas iniciativas, mas a ausência de estratégia.
“A maioria das organizações ainda opera no modo sobrevivência, não no modo estratégia. Captação não é pedir dinheiro. É posicionamento, clareza, impacto e estrutura técnica”, destacou.
Segundo a especialista, muitos projetos deixam de ser aprovados não pela falta de relevância, mas pela forma como são apresentados. “O projeto não é ruim, ele só está mal estruturado. Falta coerência entre problema, solução e impacto”, pontuou.
Ela reforça que o conhecimento técnico pode transformar a realidade das instituições. “Quando a organização aprende a captar corretamente, sai do improviso e entra no planejamento, da escassez para a previsibilidade. E deixa de correr atrás de recursos para passar a atraí-los”, afirmou.
Inscrições:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfTWDjAodflmxmS6WpaHJ3srq72-qULGIoA2oV_BHyCq542rA/viewform
Informações:
(67) 99948-1088
(67) 3316-1528
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