Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 07 de Setembro de 2026


Geral Terça-feira, 21 de Abril de 2026, 08:23 - A | A

Terça-feira, 21 de Abril de 2026, 08h:23 - A | A

Manifestação

Campo Grande realiza caminhada contra o feminicídio após onda de ataques em Mato Grosso do Sul

Manifestação na Praça Ary Coelho cobra fim da violência; estado registrou 782 casos de agressões em apenas 13 dias

Viviane Freitas
Capital News

Divulgação / Campo Grande

Manifestação na Praça Ary Coelho cobra fim da violência; estado registrou 782 casos de agressões em apenas 13 dias

Manifestação na Praça Ary Coelho cobra fim da violência; estado registrou 782 casos de agressões em apenas 13 dias

Nesta terça-feira (21), moradores de Campo Grande se reúnem em uma caminhada simbólica e de protesto contra o feminicídio. A concentração está marcada para as 9h, na Praça Ary Coelho, com o objetivo de sensibilizar a sociedade e as autoridades diante dos alarmantes índices de violência doméstica no estado. Um dos organizadores do ato, o deputado estadual Coronel David (PL), reforçou o convite nas redes sociais, destacando que a união da população é fundamental para que o tema não seja ignorado.

O cenário de violência em Mato Grosso do Sul é preocupante: somente nos primeiros 13 dias de abril, foram contabilizados 782 registros de violência doméstica. Casos recentes chocaram a capital, como a emboscada sofrida por uma mulher na Vila Glória. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o ex-marido, usando uma touca ninja, atacou a vítima com socos, chutes e golpes de faca enquanto ela retornava do trabalho.

Outro episódio grave envolveu um subtenente da reserva da Polícia Militar, que disparou duas vezes contra a própria esposa na tarde de segunda-feira (13). A vítima conseguiu escapar ao pular o muro da residência e pedir ajuda a vizinhos. Após o crime, o militar teria atentado contra a própria vida; ambos seguem internados na Santa Casa de Campo Grande, sendo o estado de saúde do policial considerado gravíssimo.

As investigações da Polícia Civil também se voltam para a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos. Ela teria caído de uma caminhonete conduzida pelo ex-marido durante um desentendimento, sendo atingida pela roda do veículo. A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) aguarda laudos periciais e análise de imagens para confrontar as versões apresentadas e esclarecer se o atropelamento foi acidental ou criminoso.

Para as mulheres que buscam proteção, a rede de apoio em Campo Grande centraliza os atendimentos na Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas por dia no Jardim Imá. O local oferece desde suporte jurídico e psicológico até alojamento e a presença da Patrulha Maria da Penha. No interior do estado, Delegacias de Atendimento à Mulher (DAMs) operam em 12 municípios estratégicos, como Dourados, Três Lagoas e Ponta Porã.

As autoridades reforçam que denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 180, enquanto situações de emergência devem ser reportadas imediatamente via 190. Além disso, o programa Promuse disponibiliza atendimento via WhatsApp pelo número (67) 99180-0542. A caminhada desta terça-feira busca, acima de tudo, transformar a indignação em ações concretas de prevenção e acolhimento.

Onde buscar ajuda e denunciar:

Emergências: 190 (Polícia Militar).
Orientação e Denúncia: 180 (Central de Atendimento à Mulher).
Guarda Municipal: 153.
WhatsApp Promuse: (67) 99180-0542.
Corregedoria da PC/MS (em caso de má conduta policial): (67) 3314-1896.

• • • • • 
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.

• • • • • 
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado. 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS