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Cotidiano Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008, 15:44 - A | A

Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008, 15h:44 - A | A

Empregados de supermercados ameaçam greve

Lucia Morel, com informações da assessoria - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os empregados em supermercados de Campo Grande irão entrar em greve para impedir a abertura e funcionamento de alguns supermercados da cidade. Em reunião na tarde de ontem entre a categoria e o sindicato dos donos de supermercados não se chegou a um acordo e a categoria promete entrar em greve.

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande pede aumento de 2% sobre a inflação e segundo o presidente da entidade, Idelmar Mota Lima, os empresários, há quase 9 meses, estão protelando para conceder 1% sequer de ganho real sobre o índice de inflação de abril (data base da categoria), que foi de 5,5%.

“Infelizmente, acredito que seremos obrigados a partir para o confronto de fato para que os senhores mudem de idéia e respeitem seus empregados, pagando salários dignos e não tratando-os como escravos”, comentou Idelmar aos empresários durante reunião ontem à tarde.

O Sindicato dos Comerciários vai convocar os empregados em supermercados para uma assembléia geral no dia 9 de dezembro na sede da entidade, às 19 horas, para decidir se partem ou não para a greve geral. A entidade já marcou também uma nova reunião com os supermercadistas, a 13ª, para o dia 11/12/08, às 9 horas, na sede do sindicato dos donos de supermercados, para anunciar a decisão da categoria. Ou seja, se haverá ou não a greve.

Idelmar já adiantou aos empresários que, em caso de greve, terá o apoio da Força Sindical, do Fórum Sindical dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (organismo que integra dezenas de sindicatos e federações de trabalhadores no Estado), CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e FETRACOM (Federação dos Trabalhadores no Comércio de Mato Grosso do Sul) e de inúmeros sindicatos e federações de trabalhadores de diversas categorias. A própria cúpula nacional da Força Sindical, FST e CNTC deverão dar apoio especial ao movimento que deverá ser deflagrado em Campo Grande.

Propostas
Os empregados querem 7,5% de reposição salarial e um piso de R$ 520,00. Os empresários ofereceram apenas o índice inflacionário de abril (quando deveria entrar em vigor a nova Convenção Coletiva de Trabalho), que foi de 5,5% e um piso salarial de R$ 510,00. O vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de Campo Grande, Nelson Benites informou que os comerciários lojistas ganharam um reajuste de 7,5%, para aqueles que ganham acima do piso salarial. E aqueles que ganhavam um piso de R$ 515,00, passaram a ganhar R$ 560,00.

O vice- presidente lembrou ainda que os empregados lojistas além de ganhar mais, não trabalham aos domingos e feriados, como os comerciários de supermercados. “Mesmo assim esses empresários insistem em não reconhecer esse esforço. Não haverá outro jeito de convencê-los a respeitar a categoria se não for através da greve, do confronto direto para que sintam no bolso os prejuízos de um tumulto por horas a fio em frente a seus estabelecimentos, comentou Nelson.

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