Depois de uma hora de reconstituição do crime, que matou uma criança, de seis anos atropelada na rua Major Giovam F. Nadalim, cruzamento com a rua Jaime Cerveira, no bairro Iguatemi, na Capital, o perito criminal Domingos Sário, afirmou que Magno Henrique Martins Santos colidiu com Rayane de Amorin Piccelli Pereira arremessando a metros de distância e passou por cima novamente, onde imagens da perícia técnica mostram marcas de pneu no corpo da criança. “É certo que ele passou por cima dela propositalmente”, diz o perito.
A reconstituição que analisa as causas do acidente envolvendo a criança que estava saindo da escola na tarde de terça-feira (28), por volta de 17h30, com uma irmã e três amigas, começou por volta de 16h e foi finalizada até as 17h no mesmo local. A perícia criminal levantou três versões para entender o atropelamento e investigar se a criança foi atropelada propositalmente pelo acusado ou se após a perseguição ele perdeu o controle da motocicleta e atropelou a menina.
De acordo com o perito criminal, Domingos Sário, a reprodução da simulação irá investigar para saber qual é a versão mais provável do atropelamento, foram analisadas três versões, entre elas: versão dos policiais, da testemunha ocular e do autor. “Com essa reconstituição iremos saber se a manobra foi intencional ou não, se ele tinha possibilidade de desviar da criança, e as testemunhas irão nos dizer se os disparos foi antes ou depois do acidente”, diz o perito.

Perito criminal, Domingos Sário fala da importância da reconstituição no suposto acidente
Foto: Deurico/Capital News
A motocicleta 125, de placas HST-0431, de cor vermelha, de Sidrolândia estava com o documento vencido desde 2003, e estava no nome de terceiros, a moto estaria aproximadamente a 60, 70 quilômetros por hora na rua de chão, onde crianças saiam de uma escola.
Segundo o advogado, Márcio Ivan Silva, Magno mora próximo ao bairro com os filhos, que a esposa está presa acusada de tráfico de drogas em Rio Verde, no momento do acidente Magno estava indo até a casa da mãe que mora no bairro quando percebeu a perseguição da polícia.

Advogado de defesa, Márcio Ivan Silva alega que o acusado atropelou a menina porque perdeu controle de moto
Foto: Deurico/Capital News
O vigilante C. S. S., de 23 anos que é a testemunha ocular, viu o atropelamento e a perseguição quando estava saindo com o filho da escola Municipal Neronine Mailino, onde a Rayane cursava a 2ª série. “Foi proposital sim, as crianças estavam no canto da rua, quase no mato quando ele veio com a moto, e ele tinha como desviar, as meninas não estavam no meio da rua, ele tinha a rua inteira para fugir”, diz a testemunha.
Ainda de acordo com o vigilante, a menina foi atropelada no canto da rua Major Giovam F. Nadalim, foi arremessada a mais de 10 metros de distância e ao sair do local da primeira colisão, o acusado friamente passou por cima dela, atropelando novamente.
Já na versão de Magno, a colisão foi no mesmo canto da rua, mas ela caiu para trás da moto, não na frente da motocicleta, onde ele viu a menina atropelada e continuou fugindo sem prestar socorro a criança machucada e indefesa, de seis anos de idade.

Magno Henrique Martins Santos da a versão do acidente na reconstituição da polícia
Foto: Deurico/Capital News
Os moradores do bairro ficaram observando a reconstituição do crime, vizinhos da família da criança não estavam na casa no momento da simulação. A mãe está grávida e tem mais três filhos.
O delegado Weber Medeiros, afirmou após o término da reconstituição que antes ele tinha 99% de certeza que Magno teve a intenção de matar, para que a polícia tirasse o foco dele e continuasse a fuga. “Depois dessa simulação tenho 100% de certeza, está selado que ele teve possibilidade de desviar da menina, mas preferiu atropelá-la”, finaliza o delegado.

Delegado Weber Medeiros diz que depois de reconstituição tem 100% de certeza que o acidente foi proposital
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Reconstituição teve três versões do atropelamento, a dos policiais, da testemunha ocular e do autor
Fotos: Deurico/Capital News
