Campo Grande tem 1.476 pessoas em situação de rua. Os números foram divulgados na quarta (19) pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne órgãos públicos estaduais e municipais de assistência social e entidades que atuam na área. Do total, 843 pessoas (57%) foram encontradas diretamente nas ruas e outras 634 (43%) apareceram em registros de serviços e instituições de atendimento.
A contagem foi realizada em setembro de 2025, pelo método Point-in-Time Count (PIT). Os homens representam 80,6% do total, com 1.190 pessoas. Foram identificadas ainda 234 mulheres e 52 crianças. A região central concentra a maior parcela, com 566 pessoas, cerca de 40% do total.
Em uma segunda etapa, foram entrevistadas 257 pessoas para traçar o perfil e identificar as principais necessidades. Quase metade, 46,7%, informou não ter nenhum documento em mãos. Entre os que estavam diretamente nas ruas, o índice chegou a 57,5%. Entre os 193 entrevistados que estavam nas ruas, 45,6% afirmaram realizar trabalho informal, principalmente coleta e reciclagem.
A violência também aparece entre os relatos: 49,4% disseram ter sofrido violência física, enquanto outros mencionaram violência psicológica, institucional e sexual.
Entre as principais necessidades apontadas estão trabalho e renda, moradia, alimentação, saúde, documentação e tratamento relacionado ao uso de substâncias. Segundo a Defensoria Pública, responsável pela coordenação do GT-PSR, os dados devem servir de base para a formulação de políticas públicas nas áreas de moradia, emprego, saúde, documentação, acolhimento e reconstrução de vínculos. (Com Correio do Estado)
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