Mesmo adversários no campo ideológico, Fábio Trad (PT) e João Henrique Catan (Novo) ganharam um ponto de convergência na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul: o petista saiu em defesa do direito da direta de continuar na eleição. Em nota enviada hoje à imprensa, Trad repudiou o pedido da coligação encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP) para cassar o registro de Catan, alvo de representação por ter gravado vídeo de campanha dentro do Hospital Regional, um espaço público, usando o fato de ser deputado estadual (leia aqui no Investiga MS). A Justiça Eleitoral já determinou a retirada do material das redes sociais, mas ainda vai analisar o pedido de cassação. Em nota, Trad classificou a iniciativa como uma tentativa de “calar o adversário” e disse defender que eventuais irregularidades sejam punidas pelas regras eleitorais, sem interferência drástica no resultado das urnas. “Queremos derrotar a extrema direita nas urnas e não em processos judiciais”, afirmou. O petista ainda fez questão de registrar a distância política: “Catan representa a direita, corrente política contra a qual nos situamos”. Mesmo assim, defendeu que o eleitor tenha o direito de escolher entre as diferentes correntes e que a disputa seja travada no debate de ideias — e não na Justiça.
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