O Supremo amanheceu em clima de ressaca, depois de a crise na Corte ganhar mais um capítulo sem desfecho. A sessão extraordinária de ontem para analisar se Alexandre de Moraes poderá ser investigado no caso Banco Master foi adiada após pedido de vista de Flávio Dino. Antes disso, o plenário decidiu, por 4 votos a 3, que os casos de Moraes e André Mendonça devem ser analisados separadamente.
A sessão foi marcada por momentos de tensão e bate-boca entre ministros, em meio à discussão sobre os limites da atuação do STF e a condução das investigações envolvendo o Banco Master. O ambiente deixou ainda mais evidente o racha interno provocado pelo caso. A PGR questiona a validade de parte do material, enquanto Moraes nega irregularidades e Mendonça defende a legalidade das medidas adotadas.
Com o pedido de vista, a análise pode ficar parada por até 90 dias. Enquanto isso, o caso de Mendonça está previsto para voltar ao plenário em 23 de setembro. A crise, portanto, segue sem data para terminar.
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