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Fronteira do Negócio Domingo, 31 de Agosto de 2025, 13:43 - A | A

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Coluna Fronteira do Negócio

Como a decoração das casas vai mudar em 2026

Por Luisa Pereira

Da coluna Fronteira do Negócio
Artigo de responsabilidade do autor

Estilo afetivo, materiais naturais e tecnologia discreta moldam as novas preferências dos brasileiros para seus lares

Freepik

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A decoração de interiores está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. Em 2026, o que antes era ditado por grandes revistas e tendências globais ganha um tom mais íntimo e personalizado. O lar deixa de ser vitrine e passa a ser refúgio: um espaço que expressa afeto, praticidade e propósito.

Esse movimento é impulsionado por novas formas de morar, trabalhar e conviver. A casa do futuro será, ao mesmo tempo, funcional e sensorial. E isso impacta desde a escolha dos móveis até a cor das paredes, especialmente quando se fala em marcas de tintas que oferecem opções sustentáveis e de alto desempenho.

Cores com significado: tons que acolhem

Sai o cinza urbano, entra o calor da terra. Em 2026, a paleta cromática que domina os interiores é formada por tons orgânicos como terracota, verde sálvia, areia e tijolo queimado. Cores que remetem à natureza, ao rústico e ao conforto visual.

A escolha da tinta certa vai além da cor. Por isso, cresce a procura pelas melhores marcas de tintas, que garantem cobertura, durabilidade e fórmulas com menor impacto ambiental. Em um cenário onde o lar se torna protagonista, o investimento em acabamento de qualidade ganha relevância.

O conceito de “minimalismo quente”, apontado por consultorias internacionais como o WGSN, reforça essa tendência. Ambientes com menos elementos, mas mais textura, mais cor e mais identidade.

Matérias-primas naturais e imperfeição estética

Em contraste com o design padronizado de outras décadas, a decoração em 2026 valoriza o que é único. Madeira reaproveitada, cerâmica artesanal, tecidos crus e pedras rústicas dominam os espaços. O imperfeito é celebrado como autêntico.

O toque manual, os veios visíveis, as tramas desiguais: tudo comunica história e cuidado. As pessoas desejam ambientes que “conversem” com sua vivência e que tragam uma sensação tátil de conforto.

Tecnologia que não se impõe

Sim, as casas estão mais inteligentes, mas não necessariamente mais visíveis. A automação vem de forma discreta: iluminação ajustável por voz, sensores de temperatura e assistentes virtuais integrados a espelhos e luminárias. A ideia é facilitar a rotina sem interferir na estética.

Essa tecnologia invisível é um dos grandes trunfos do morar contemporâneo. Ela se funde ao projeto arquitetônico e ao design de interiores, permitindo controle total sem poluição visual.

Espaços híbridos e móveis versáteis

O home office não vai embora. Pelo contrário: ele se integra ainda mais aos demais cômodos. Salas viram escritórios temporários, cozinhas abrigam cantinhos de leitura, varandas funcionam como pequenas academias.

Essa multifuncionalidade exige móveis flexíveis: mesas dobráveis, poltronas retráteis, prateleiras modulares. A decoração acompanha o ritmo dinâmico da vida real, e valoriza quem sabe adaptar o espaço com criatividade.

Memórias à mostra e decoração afetiva

Uma das maiores tendências para os próximos anos é o resgate da memória. Objetos herdados, lembranças de viagem, quadros pintados à mão e fotografias de família ganham protagonismo.

Não se trata de nostalgia, mas de conexão emocional. Em vez de seguir um padrão pronto, a casa reflete quem mora nela. E isso inclui a escolha de materiais, cores e até da tinta, que passa a ser pensada para proteger, embelezar e contar uma história.

Verde em destaque e bem-estar natural

As plantas continuam como aliadas do bem-estar e do design. Em 2026, elas ocupam novas funções: integram divisórias, escorrem pelas paredes, formam hortas suspensas e até substituem painéis decorativos.

Além do apelo estético, a vegetação ajuda a melhorar a qualidade do ar, reduzir o estresse e estimular o cuidado diário. Espécies como jiboia, costela-de-adão e pacová seguem populares por sua resistência e presença imponente.

Texturas, cheiros e sentidos

Decoradores e arquitetos apontam para uma tendência crescente: estimular todos os sentidos. Não basta que o ambiente seja bonito, ele deve ser gostoso ao toque, relaxante ao som, acolhedor ao cheiro.

Tapetes felpudos, mantas de tricô, velas aromáticas, caixas de som embutidas e iluminação suave transformam qualquer espaço em um santuário sensorial. O conforto físico e emocional vira prioridade.

Um novo jeito de morar

O que está em alta em 2026 não são apenas elementos de decoração, mas um novo jeito de pensar a casa. Cada escolha, seja de uma cadeira, de um quadro ou da tinta que cobre as paredes, carrega valores como aconchego, autenticidade e funcionalidade.

E esse movimento não exige grandes orçamentos. Exige intenção. Ao escolher materiais duráveis, investir em boas marcas e decorar com afeto, cada um pode transformar seu espaço em um verdadeiro lar.

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