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Índice de Confiança Empresarial tem maior taxa dos últimos oito anos, aponta pesquisa

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Melhora pode estimular surgimento de novas empresas e criação de vagas de emprego no país

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

O segundo trimestre de 2020 fechou com alta histórica no Índice de Confiança Empresarial (ICE). Desde 2013, os números não chegavam a 98,8 pontos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela pesquisa. A alta veio depois de dois meses seguidos de crescimento, superando o primeiro trimestre de 2020 em 72 pontos.


O índice tem como objetivo avaliar se os empresários estão com boas expectativas quanto ao cenário econômico atual, e nessa pesquisa em específico foram avaliadas pela FGV 4.113 empresas dos nichos de Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em todos eles, houve crescimento nos três meses – em especial, Indústria e Serviços, responsável por 80% do crescimento.


Importância de um índice positivo
A taxa de confiança alta é um sinal de maior estímulo para novos investimentos nos setores participantes da pesquisa e, consequentemente, seu possível crescimento, já que dificilmente empresários se arriscam em começar um novo empreendimento em uma área que está em baixa. O sucesso das empresas que já estão no mercado é um ótimo indicativo que aquele terreno pode ser fértil para a expansão de negócios já existentes, assim como para a abertura de novos CNPJs.


E foi exatamente o crescimento da sensação de satisfação com os negócios que elevou o índice. As corporações das quatro segmentações analisadas afirmaram que o estado atual das negociações está positivo. Outro motivo citado pelas companhias de Indústria, Serviços e Construção foi a expectativa positiva de mais melhorias a curto prazo – neste caso, apenas o setor de Comércio não ressaltou o fator.


Essa positividade no mercado é uma esperança de criação de novas vagas de trabalho e diminuição do desemprego no Brasil, que alcançou sua taxa recorde no Brasil no primeiro trimestre do ano, totalizando 14,8 milhões de pessoas sem trabalho.


Outro ponto que pode estimular empresários é a MP 1.045/2021, conhecida como Medida Provisória de Ambiente de Negócios. De acordo com o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP), a intenção é gerar empregos a partir da facilitação da abertura de empresas, o que também pode atrair investimentos vindos de outros países.


“O Brasil é um país hostil ao investimento. Neste momento, em que 15% da nossa população economicamente ativa está desempregada, nós precisamos melhorar o nosso ambiente de negócios. Quando eu falo isso, o resultado que nós esperamos é a geração de empregos”, diz Bertaiolli.

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