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Qual é o papel das células T na imunidade à Covid-19?

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Esse tipo de linfócito protege o corpo contra doenças e está presente em uma parcela significativa de pessoas que não contraíram o coronavírus

Divulgação

ColunaMarcoEusébio

O mundo espera por uma vacina que possibilite a imunidade ao coronavírus e, consequentemente, normalize as rotinas novamente. Enquanto isso, as grandes potências mundiais entram em uma corrida para o desenvolvimento dessa substância. Mas a doença é nova e descobertas sobre ela ainda estão sendo feitas. Uma das mais interessantes e que pode indicar uma forma de imunização é que diversas pessoas não apresentam anticorpos contra a Covid-19, mesmo já tendo contraído a doença.


De acordo com as informações publicadas pelo MedRixiv – servidor online que divulga pré-publicações de artigos científicos sobre ciências da saúde –, cientistas acreditam que os anticorpos podem até ter sido formados nesses indivíduos, mas deixaram de ser produzidos depois de pouco tempo, deixando-os vulneráveis à doença mais uma vez. Esse resultado pode ocorrer também depois da vacina, sendo uma imunidade passageira.


O que parece uma notícia ruim, já que as vacinas, em grande parte, têm foco nos anticorpos, na verdade indica um novo caminho para evitar a doença. Como analisar os curados não trouxe resoluções que contribuíssem, os olhos se voltaram desta vez aos que nunca foram contaminados.


Segundo um grupo de pesquisadores do Instituto de Imunologia de La Jolla, nos EUA, 40% a 60% das pessoas que não apresentaram a doença apresentam uma outra célula ligada à resistência contra diversos tipos de doenças – as não tão famosas células T. Os estudos apontam que poderiam estar sendo elas as responsáveis por proteger aqueles indivíduos do vírus.


O que são as células T?
Os linfócitos T reguladores (Treg) são um subtipo de linfócitos naturais do corpo humano. A principal atividade deles é identificar invasores do sistema, para aniquilá-los, e células doentes, para impedir seu desenvolvimento.


Apesar de já serem presentes no organismo, as células T são altamente específicas e cada um de seus tipos pode combater uma doença diferente. A surpresa foi que, observando amostras de sangue coletadas antes mesmo da pandemia, percebeu-se que Tregs que poderiam combater o coronavírus já estavam presentes em algumas amostras, o que explicaria por que há pessoas que parecem menos suscetíveis a contaminações.


Uso das células T contra o coronavírus
Como esses linfócitos estimulam a memória de longo prazo do sistema e podem ficar no sangue durante muito tempo, eles podem ser a chave para o desenvolvimento de um sistema imunológico cada vez mais duradouro e eficiente no combate ao coronavírus, diferentemente dos casos nos quais os anticorpos sumiram depois de pequenos períodos.


Essa descoberta, apesar de não ser considerada um fato ainda, além de enriquecer o conhecimento científico, ajuda a compreender como as defesas do corpo funcionam, auxiliando os formados na faculdade de Biomedicina a encontrar novos caminhos para tratamentos e até mesmo uma vacina segura contra a Covid-19, com as células T como protagonistas.

 

 

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