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Coluna Bem-Estar

Fibromialgia: quais sintomas afetam a qualidade de vida?

Por Thais Hott

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Dor crônica, fadiga e alterações no sono estão entre as manifestações que podem comprometer o bem-estar e dificultar as atividades do dia a dia de pessoas com fibromialgia

milorad kravic/iStock

ColunaMarcoEusébio

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A fibromialgia é uma síndrome clínica marcada principalmente por dores generalizadas, sobretudo na musculatura. O quadro também pode provocar fadiga, sono não reparador, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e mudanças no funcionamento intestinal.

Segundo estudo publicado no Brazilian Journal of Pain, para cada homem diagnosticado há 5,5 mulheres com a doença, principalmente entre 35 e 60 anos.

Uma das características da condição é a maior sensibilidade ao toque e à compressão dos músculos. O diagnóstico é clínico e pode ser feito pelo médico a partir da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente.

A causa da fibromialgia ainda não é completamente conhecida. Estudos apontam, porém, que pessoas com a síndrome apresentam maior sensibilidade à dor. A condição também pode surgir após acontecimentos como traumas físicos ou psicológicos e infecções graves.

Quais são os principais sintomas da fibromialgia?

• Dor generalizada: principal sintoma e pode atingir diferentes partes do corpo.
• Sensibilidade ao toque: o paciente pode sentir dor ou desconforto mesmo com toques leves, abraços ou compressão dos músculos.
• Sono afetado: o sono tende a ser superficial ou interrompido.
• Fadiga: o cansaço é frequente e pode vir acompanhado de baixa tolerância à prática de exercícios físicos.
• Depressão: pode estar presente em parte dos pacientes e contribuir para a piora do sono, da fadiga e da sensibilidade à dor.
• Alterações de memória e atenção: a dor crônica pode dificultar a concentração e prejudicar a memória.
• Problemas intestinais: a síndrome do intestino irritável é comum e pode causar dor abdominal e mudanças no ritmo intestinal.
• Dores de cabeça: cefaleias frequentes também podem fazer parte do quadro.
• Formigamento e dormência: sensação de amortecimento nas mãos e nos pés.
• Maior sensibilidade a estímulos: cheiros fortes, barulhos e outros estímulos ambientais podem causar desconforto.

Como a condição afeta a qualidade de vida dos pacientes

A combinação de dor, cansaço e sono de baixa qualidade pode afetar atividades cotidianas e reduzir a disposição para exercícios físicos.

Os sintomas também podem se reforçar. A falta de sono aumenta a fadiga e a percepção da dor, enquanto a dor crônica pode dificultar a concentração e o descanso.

Opções de tratamento e a importância do acompanhamento médico

O diagnóstico, que é o primeiro passo para o tratamento, é essencialmente clínico, feito a partir da avaliação dos sintomas e do histórico do paciente. Exames laboratoriais ou de imagem não confirmam a fibromialgia, mas podem ser solicitados para investigar outras condições.

O tratamento é multidisciplinar e individualizado, com o objetivo de controlar os sintomas, melhorar o sono, reduzir a dor e proporcionar mais qualidade de vida. O reumatologista é o principal especialista para investigar, diagnosticar e acompanhar a condição, enquanto o clínico geral ou médico de família também pode iniciar a investigação e encaminhar o paciente.

De acordo com as necessidades de cada pessoa, o acompanhamento pode envolver fisioterapeutas, educadores físicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

Dentro do plano terapêutico individualizado definido pelo médico especialista, medicamentos como a pregabalina 75mg podem ser considerados para auxiliar no controle da dor neuropática e na melhora do sono.

No SUS, o atendimento pode ocorrer em diferentes níveis de atenção, com participação de equipes multiprofissionais. Os cuidados incluem avaliação clínica, tratamento medicamentoso e não medicamentoso, fisioterapia, práticas integrativas e, quando indicado, acompanhamento especializado e reabilitação.

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