O bebê que nasceu na segunda-feira (2) no Hospital Universitário de Campo Grande, que foi dado como morto e “ressuscitou”, foi clinicamente considerado como feto inviável. De acordo com nota divulgada pela assessoria de comunicação do hospital, a mãe foi comunicada que o feto poderia evoluir para o óbito. Conforme legislação específica, fetos com peso abaixo de 500 gramas são considerados inviáveis.
A gestante Michele Costa dos Santos, de 17 anos, foi encaminhada ao hospital por causa de redução oligodrâmnio severo (redução do líquido amniótico), malformação renal e pulmonar do feto. O bebê nasceu com 465 gramas e biometria de 22 semanas, com respiração irregular, batimentos cardíacos abaixo de 100 bpm (batimentos por minuto) e cianose generalizada (coloração azul-arroxeada).
Conforme a nota, o recém-nascido foi acompanhado no Centro Obstétrico pelo especialista e foram tomadas medidas paliativas. Após duas horas, como a criança apresentou melhora espontânea, optou-se por transferi lá para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde está internada.
O bebê nasceu de seis meses. Segundo a família, a criança ficou morta por cinco horas e seria levada para o necrotério.
