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Saúde Terça-feira, 14 de Outubro de 2014, 09:10 - A | A

Terça-feira, 14 de Outubro de 2014, 09h:10 - A | A

Com o avanço da febre Chikungunya no país, prefeitura cria comitê para prevenção da doença

Samira Ayub -Capital News (www.capitalnews.com.br)

O prefeito Gilmar Olarte (PP) esteve reunido em seu gabinete nessa segunda-feira (13) com representantes de diversas secretarias municipais, instituições públicas e vereadores para definir estratégias e plano de ação para prevenção a febre Chikungunya, na Capital. A reunião contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, o vereador Mario Cesar (PMDB) e do comandante da Base Aérea, tenente-coronel aviador Potiguar Vieira Campos.

Em um primeiro momento, o Executivo municipal deve montar um gabinete formado por diversas secretarias e instituições e, após, será criado um comitê para detalhar e implantar um plano e ação.

A febre Chikungunya é semelhante a dengue e no Brasil já foram registrados mil notificações de casos suspeitos, com maior incidência no estado da Bahia. As duas primeiras notificações de pacientes internados em Campo Grande com sintomas da doença foram descartadas após exames laboratoriais.

A diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Márcia Dal Fabro, a pasta está capacitando servidores para atender pacientes com a febre na rede municipal de saúde. Segundo Márcia, o Laboratório Central deve capacitar os funcionários para realização de exames de sangue de pacientes que apresentam os sintomas da doença.

A prefeitura deve contratar 170 agentes de saúde em caráter temporário para as ações de prevenção, que são parecidas com as ações de controle e prevenção da dengue, já que a prevenção é eliminar os focos de transmissão do mosquito Aedes aegypti, transmissor das duas doenças.

Além da febre Chikungunya, existe ainda o risco de uma nova epidemia de dengue, desta vez com o vírus tipo 3, por isso, o prefeito ressaltou a importância de conscientizar a população na conservação e limpeza de suas casas.

Segundo Márcia Dal Fabro foram confirmados 173 casos da doença em todo país. No Amapá foram 17 e 156 na Bahia, e nenhuma pessoa morreu até agora. A preocupação é que os mosquitos transmissores têm condições de espalhar a doença rapidamente.

Uma das formas de ação será a intensificação das medidas adotadas pela Diretoria de Vigilância em Saúde em parceria com o Centro de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) para ampliar as medidas de prevenção e identificação de casos. De acordo com Dal Fabro, o ciclo de transmissão do vírus é mais rápido que o da dengue.

No momento em que foi infectado, o mosquito começa a transmitir a doença em no máximo sete dias, e a população ainda não possui anticorpos contra a doença.
Os sintomas da febre Chikungunya e da dengue são parecidos. Na fase aguda da doença, a febre é alta, aparece repentinamente, provoca dor de cabeça, dor muscular, erupções na pele e poliartrite, que são dores na articulação. A dor nas articulações é tão forte que impede os movimentos e pode permanecer por meses, após o término da febre. A febre Chikungunya não causa hemorragia e não surgem complicações graves.

O diagnóstico depende de uma avaliação clínica cuidadosa e do resultado de alguns exames laboratoriais. As amostras de sangue para análise devem ser enviadas para os laboratórios de referência nacional. Casos suspeitos de infecção pelo Chikungunya devem ser notificados em até 24 horas para os órgãos oficiais dos serviços de saúde.

Na fase aguda, o tratamento contra a febre chikungunya é sintomático. Analgésicos e antitérmicos são indicados para aliviar os sintomas. Manter o doente bem hidratado é medida essencial para a recuperação. Quando a febre desaparece, mas a dor nas articulações persiste, podem ser introduzidos medicamentos antiinflamatórios e fisioterapia.

A prevenção consiste em adotar medidas simples no próprio domicílio e arredores que ajudem a combater a proliferação do mosquito transmissor da doença.
 

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