Os preços da soja fecharam ontem no maior nível em duas semanas na Bolsa de Chicago, influenciados pela piora da qualidade das lavouras nos Estados Unidos e pela firme demanda externa pela oleaginosa, em especial na China. O contrato novembro, o mais negociado da bolsa americana, subiu 3,61% para US$ 9,3250 por bushel.
A melhora de humor nos mercados financeiros, diante da expectativa de bons balanços corporativos no segundo trimestre, também ajudou a atrair mais compradores para os grãos. Especuladores voltaram às bolsas de commodities dispostos a adotar posições mais arriscadas.
Os mesmos fatores influenciaram as cotações do milho e do trigo. As lavouras desses cereais nos EUA também perderam qualidade por causa de condições climáticas ruins, segundo o Departamento de Agricultura do país, o que poderá implicar em redução de produtividade. No caso do trigo, o tempo seco e quente no Hemisfério Norte pode prejudicar a safra na Rússia e na Europa, grandes produtores do cereal, o que beneficiaria as vendas americanas.
Mas uma eventual redução na oferta teria que ser significativa para elevar mais o preço do trigo, já que a oferta mundial é ampla neste momento. Em Chicago, o contrato setembro do trigo subiu 4,53%, para US$ 5,3050 por bushel. O contrato dezembro do milho ganhou 2,64%, para US$ 3,8925. (Fonte: O Estado de São Paulo)
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