O Brasil é um dos países que mais tem condições de suprir a carência mundial de alimentos. E pode fazer isso de uma forma sustentável e com o mínimo de agressão ao meio ambiente, afirmou o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MS), engenheiro agrônomo Dirson Freitag, em palestra realizada nesta quinta-feira (22), durante o II Encontro de Ensino Pesquisa e Extensão (Enepex), promovido em Dourados pela UFGD e UEMS.
Freitag explicou que há três grandes fatores que determinam essa condição excepcional do país: uma excelente tecnologia de produção tropical, a disponibilidade de terras para ampliar a produção e a alta qualidade dos produtores rurais brasileiros. “O mundo conhece esses valores e espera que o Brasil aumente em mais de 50% a produção de grãos, fibras e energia nos próximos 20 anos”, disse o presidente do CREA-MS, assinalando que com tecnologia e conhecimento isso é perfeitamente possível.
O agronegócio tem sustentado a economia brasileira e vai continuar crescendo nas próximas décadas, afirmou Freitag, assinalando que para abastecer a população mundial em 2050 (9 bilhões de pessoas), a atual produção deve aumentar de 60% no planeta.
Dirson usou números apresentados recentemente por técnicos brasileiros na Expo Milão, na Itália, para amparar a afirmação do futuro promissor para quem lida com produção. Nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos cresceu 40%, enquanto a produção brasileira aumentou 220%. Ele disse que enquanto na Europa e nos Estados Unidos é preciso esperar 6 meses entre uma colheita e um plantio, no Brasil existe uma diferença de 10 minutos entre colher uma cultura de soja e plantar milho.
Outro fator importante é a disponibilidade de 85 milhões de hectares aptos para a agricultura, o que é enorme vantagem competitiva global. Por último, Dirson Freitag chamou a atenção para a alta capacidade técnica, conhecimento e preparo dos produtores rurais brasileiros. “São jovens e bem preparados, usam instrumentos cada vez mais modernos de gestão comercial, financeira, fiscal e tributária, de recursos humanos e ambientais. Além disso, estão ligados em tempo real às informações de mercado e clima, tomando decisões corretas na hora certa”.
Para o presidente do CREA-MS os avanços do país vão continuar, porque a pesquisa e a engenharia genética trabalham para garantir a segurança alimentar, preservar o meio ambiente e alimentar a todos. Com isso, usam-se menos fertilizantes, caem os custos e é preciso uma área menor se terra para produzir cada vez mais alimentos.
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