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Rural Sábado, 23 de Novembro de 2013, 08:40 - A | A

Sábado, 23 de Novembro de 2013, 08h:40 - A | A

PIB do agronegócio deve ultrapassar indústria no país em até quatro anos diz economista

Samira Ayub - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A estimativa foi apresentada durante palestra ministrada no MS Agro 2013, realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Sistema Famasul), na sexta-feira (22). Segundo o economista e articulista, Luiz Carlos Mendonça de Barros, se o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio mantiver o crescimento anual de 6% e o da indústria continuar com retração de 2% em três ou quatro anos o PIB do agronegócio pode ultrapassar o da indústria.

O economista apresentou um estudo sobre o desenvolvimento econômico do país com ênfase para o fim do governo do ex-presidente Luiz Henrique Cardoso, passando pela gestão Lula e ainda uma perspectiva do futuro do governo de Dilma Rousseff. Barros afirmou que a política de redução de pobreza alcançou um pico e o desafio agora é aumentar a renda da classe média, com destaque para o atual cenário da geração de empregos e agricultura.

"O Brasil está em pleno emprego, com os salários crescendo acima da produtividade. Outro setor que está em forte ascensão é o da agricultura, com média de 12% ao ano", disse Luiz Carlos. Para o economista, o agronegócio enfrenta o obstáculo da falta de investimentos por parte dos governos em logística. "Mesmo se desenvolvendo francamente, o setor sofre com a falta de investimentos em logística, gerando problemas para o escoamento da produção", avaliou Barros.

Tecnologia: Antes da participação de Barros, o ex-ministro Roberto Brandt destacou que o grande obstáculo para o campo é a política. Segundo ele, o agronegócio é o setor mais moderno, que se aproxima do campo tecnológico e o mais competitivo do país, porém é o setor que mais enfrenta resistência política.

O ex-ministro ressaltou que o setor não luta apenas contra o mercado, mas contra conceitos que estabelecem limites ao desenvolvimento. “O Brasil só ocupa 27% do seu território com produção agropecuária", afirmou Brandt. "Sem este setor, nossa balança comercial apresentaria déficit de US$ 72 bilhões”, disse.

Os conflitos agrários no Estado também foram analisados pelo ex-ministro que afirmou que o homem urbano enxerga o setor de forma negativa e que o sistema político não colabora para mudar este conceito. "A maior parte da população brasileira vive nas cidades. Esta cultura urbana está impregnada com a visão do agronegócio desde os anos 50, que coloca o campo como um marcador do atraso econômico e que só a indústria é o progresso", afirmou.


 

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