O ministro Mendes Ribeiro, da pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aceitou o pedido de exoneração do presidente da Embrapa, Pedro Antônio Arraes Filho.
A decisão de Mendes Ribeiro põe fim a uma longa e silenciosa crise. Críticas e diagnósticos divulgados em artigos sinalizavam para uma possível falta de rumo da empresa. Por outro lado, pesquisadores, cientistas e técnicos começaram a exercer forte oposição ao presidente Arraes Filho, que era considerado por eles, como o principal responsável pela perda gradual da capacidade da empresa de acompanhar o desenvolvimento tecnológico aplicado aos seus produtos.
A Embrapa, que gasta de 70% a 80% de seu orçamento com a folha de pagamentos, perdeu importância junto aos empresários brasileiros, que buscam soluções inovadoras fora do País. Outras acusações contra Pedro Antônio Arraes Filho estão na negligência com a obtenção de patentes, a omissão no programa de melhoramento de sementes, censura a manifestações de pesquisadores.
A nova estrutura para gestões de projetos internacionais de cooperação também recebeu críticas, segundo informações, o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento, que centraliza os programas e projeto da Embrapa, não teve participação direta da coordenação e desconhece o total de recursos captados.
Dentro dos próximos dias será comunicado o nome do substituto. Responderá interinamente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a diretora de Administração e Finanças, Vânia Beatriz Rodrigues Castiglioni.
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