O gado nos frigoríficos do Estado de MS deverá ser pesado de uma nova maneira para evitar reclamações dos criadores que alegam que o peso da carcaça na indústria acaba sendo muito menor do que o registrado nas fazendas.
O anuncio foi feito pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), tutora do projeto que tem por finalidade evitar conflitos entre produtores e indústria.
“São cadastrados o número e o peso dele. A cada pesagem você sabe qual é o ganho que ele está tendo em relação a última pesagem. Na hora do abate também é pesado pra gente fazer um cálculo do rendimento de carcaça”, diz o criador Nedson Rodrigues ao Globo Rural.
Conforme anunciado pelo programa, o controle do rebanho na propriedade é feito com base no peso vivo do animal. O pagamento no frigorífico leva em conta o peso da carcaça. Mas muitas vezes esta conta não bate. O projeto piloto, que será colocado em prática a partir de 2013, começando em Campo Grande.
No frigorífico, os animais passarão por pelo menos três pesagens diferentes. A primeira pesagem será feita logo após o abate. A segunda, depois da retirada das vísceras ou do bucho do animal. A última ao termino da limpeza, com a carcaça pronta. O projeto vai começar em Campo Grande. A ideia teve a parceria da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul.
Também está prevista a criação do Conselho Sul-Mato-Grossense de Bovinos de Corte, que seria uma entidade independente com representantes dos criadores e dos frigoríficos que trabalhariam juntos no monitoramento da pesagem dos animais.
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