O olhar otimista do engenheiro agrônomo e professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves, faz do solo sul-mato-grossense uma mina de riquezas. No dia 22 de janeiro, durante abertura do Showtec, considerada uma das maiores feiras tecnológica do país, Fava Neves ressaltou que o Estado pode se destacar ainda mais no cenário nacional por ter muitos recursos e poucos habitantes, comparando suas condições com a estrutura da Noruega.
"Mato Grosso do Sul tem tido um desenvolvimento fantástico, tem muitas áreas para serem desenvolvidas, novas usinas podem vir para cá e ajudar a diversificar a produção de grãos, tem a questão de florestas e também da pecuária. É um Estado com pouca gente, muitos recusos e um potencial de negócio violento", detalhou o engenheiro agrônomo.
Apesar da visão positiva, Fava Neves mencionou alguns gargalos que podem barrar o desenvolvimento de MS e impedí-lo de chegar a lugares mais altos. Entre os obstáculos, o professor da Universidade de São Paulo citou um problema existente na região, que é a pouca capacidade de armazenagem da produção, distância entre os principais portos de exportações e situações de tumulto nos corredores de transporte.

Marcos Fava Neves proferiu palestra sobre Tendências Econômicas durante Showtec 2014, em Maracaju
Foto: Deurico/Capital News
Além destes pontos, Fava Neves disse que a questão dos conflitos entre indígenas e produtores pode barrar o crescimento produtivo do Estado."Hoje tem grupos atuando aqui para estimular o conflito entre índios brasileiros e produtores brasileiros, quando isso não interessa a ninguém, nem ao Brasil, nem a índios e nem a produtores. Em relação aos direito de propriedade o país está regredindo, parece que produzir aqui é uma ofensa e a moda é ficar pendurado, e não produzindo. Certas filosofias precisam ser mudadas", declarou.
O engenheiro agrônomo define ainda que um dos principais passos em direção ao progresso seria de o Estado melhorar a coordenação dos sindicatos, cooperativas e dos produtores, além de eleger a importância econômica do agronegócio local. "Se isto não está sendo feio é falta de articulação, para o Brasil a importância do agronegócio é de 40%".
Já para os produtores rurais a sugestão do engenheiro é fazer mais com menos. "Usar melhor os ativos, trabalhar em conjunto, associações coletivas, fazer consórcios, comprar juntos e vender juntos. É necessário trabalhar de maneira mais cooperativa", finalizou.
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