Agência Luz/Divulgação BMF&Bovespa
Ministra Kátia Abreu disse que até 2025, o OIE deverá reconhecer o Brasil como livre da febre aftosa sem vacinação
A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse na terça-feira (16), durante o Seminário Perspectivas para o Agribusiness 2015 e 2016, promovido pela BM&F Bovespa, em São Paulo, que ainda este ano, todas as unidades federadas serão reconhecidas como livres de febre aftosa com vacinação.
O status deverá ser estendido ao Brasil, em 2016, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Segundo ela, até 2025, o OIE deverá reconhecer o país como livre da doença sem vacinação.
Segundo a assessoria do Mapa, a ministra disse que falta apenas o reconhecimento pleno aos estados do Amazonas, Roraima e Amapá como livres da doença. Atualmente apenas Santa Catarina é considerada como livre de aftosa sem vacinação pela OIE.
Kátia Abreu também comentou o acordo de cooperação internacional com a Venezuela para diminuir o risco de entrada do vírus no Brasil pela fronteira. "Vamos entrar na Venezuela com a permissão do seu governo para ajudá-la a montar um sistema de defesa agropecuária." A ministra garantiu que não faltarão recursos para as ações de defesa agropecuária, uma vez que o orçamento do setor não foi afetado pelo ajuste fiscal promovido pelo governo federal.
Sobre os objetivos da sua gestão à frente da pasta, a ministra destacou a ampliação da classe média rural brasileira e a elaboração de uma lei agrícola para o país. "Há uma classe que precisa ingressar no agronegócio. Isso vai melhorar ainda mais nossa performance".
A ministra disse ainda que o Mapa está empenhado em elaborar uma proposta de lei agrícola “para dar segurança e estabilidade aconteça o que acontecer.” Ela destacou também o fortalecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e que será criado um fundo que permitirá à empresa captar recursos internacionais.
Mercosul e União Européia
Kátia Abreu também falou sobre os esforços do Brasil para que o Mercosul conclua o acordo comercial com a União Europeia. "O principal motivo que nos levou a Bruxelas [na semana passada] foi garantir ao comissariado europeu que um acordo com o Mercosul é prioritário para o Brasil."
As reuniões técnicas para viabilização do acordo devem começar em julho e as trocas de ofertas deverão ocorrer no último trimestre do ano, previu Kátia Abreu. "O Mercosul está pronto, e o comissariado europeu inicia as consultas para finalizar o grupo de ofertas. Estou otimista."
Outros assuntos abordados por Kátia Abreu foram a supersafra de inverno de milho, a garantia de que a Letra de Crédito Agrícola (LCA) não será tributada e o esforço de sua gestão para reduzir a burocracia no Mapa. "Tínhamos processos que antes levavam até quatro anos, e já limitamos o tempo de resposta a um período que vai entre quatro e oito meses. Mas temos um número grande de processos que são respondidos em até 48 horas."
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