O governo de Mato Grosso do Sul lançará, em março, um de programa para recuperar áreas degradadas. De acordo com a estimativa da pasta, o Estado possui aproximadamente 8 milhões de hectares com algum estágio de degradação. Isto representa uma área maior do que a ocupada atualmente pela produção de grãos, cana-de-açúcar e florestas plantadas somadas.
De acordo com a Sepaf, a proposta é utilizar novas tecnologias e sistemas de produção para que essas áreas que já foram antropizadas, e que estão sendo subutilizadas possam ser destinadas à pecuária, mas de um modo mais tecnificado, a sistemas integrados com a agricultura (lavoura-pecuária - ILP) e a silvicultura (lavoura-pecuária-floresta-ILPF), ou até mesmo a outras atividades, como a produção de cana-de-açúcar e a de florestas plantadas.
Está prevista a recuperação de 2 milhões de hectares em um prazo de cinco anos, o que deve provocar, com melhoria do potencial dessas áreas, um impacto no Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP) do estado de aproximadamente R$ 12 bilhões, segundo estimativa da Sepaf.
A iniciativa vai gerar ainda dividendos ambientais, com a redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa. De acordo com a Famasul, a iniciativa será voltada do assentado ao grande produtor rural e prevê o cadastramento dos interessados e assistência técnica, para que um profissional seja responsável pela elaboração do projeto de recuperação das áreas degradadas e acompanhe o passo a passo de sua execução.
Para isso, os produtores que aderirem vão contar com incentivos fiscais e linhas de crédito, como a do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
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