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Rural Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014, 07:26 - A | A

Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014, 07h:26 - A | A

Mato Grosso do Sul já é a 3ª maior área de bambu nativo do país com 40 mil hectares

Samira Ayub -Capital News (www.capitalnews.com.br)

Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Bambu, Mato Grosso do Sul possui 40 mil hectares de bambu nativo, o que coloca o Estado na terceira posição no ranking nacional do segmento. Nos dias 13 e 14 de novembro, a associação realiza seminário “Biomassa e madeira nobre: novas oportunidades de negócios”, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

De acordo com Guilherme Korte, presidente da associação, o bambu é uma planta sustentável e economicamente viável para os produtores rurais, já que na mesma área, é possível realizar este tipo de cultivo durante aproximadamente 70 anos e para a colheita não é necessário grandes equipamentos.

O Brasil tem 1,5 milhão de hectares de bambu plantado e nativo. "A área referente ao plantio de bambu em Mato Grosso do Sul ainda é pequena, porque até momento foram feitos apenas alguns experimentos com a floresta plantada", afirmou Guilherme. Em Mato Grosso do Sul, a espécie nativa é a Guadua chacoensis, considerada uma das melhores comercialmente entre as mais de 1,3 mil espécies.

Com o tema 'Plantio e manejo comercial de bambu', Korte, que é também jornalista, apresentará na palestra as potencialidades da atividade. O especialista destaca que da planta, o produtor pode comercializar a biomassa que é a massa biológica (verde) usada para produção de energia. "O bambu é também fonte de fibra, de varas na criação de móveis artesanais, de carvão para a siderurgia e o seu broto ainda pode ser usado como alimento", pontuou.

O produtor pode recuperar rapidamente os custos iniciais com a implantação do bambu em sua atividade, de acordo com o especialista. O desembolso inicial é de, em média, R$ 2,5 mil por hectares. O preço médio da biomassa em São Paulo (Estado de referência nas vendas de bambu) é de R$ 150 reais a tonelada. Considerando que o produtor obtém no mínimo 25 toneladas por hectare, a partir do quarto ano de plantio, na primeira colheita, ele pode recuperar todo o investimento inicial. "Se ele optar pela venda da fibra, cujo preço é de R$ 300 a tonelada, em média, os lucros serão 100% maiores".

O especialista destaca que o produtor interessado pode aderir ao Pronaf - Floresta de Bambu, linha de crédito do Ministério do Desenvolvimento Agrário para o plantio desta planta. "O recurso é de até R$ 150 mil por produtor, com oito anos de carência", encerrou Guilherme.
 

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