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Mato Grosso do Sul fecha 1º semestre com superávit de US$ 1,49 bilhão

Estado também registra queda nas exportações puxado pela China

Flavia Andrade
Capital News

Edemir Rodrigues/Portal do MS

Mato Grosso do Sul fecha 1º semestre com superávit de US$ 1,49 bilhão

Estado também registra queda nas exportações puxado pela China

 

Os primeiros seis meses de 2019 registraram um superávit de US$ 1,49 bilhão para Mato Grosso do Sul, sendo US$ 2,6 bilhões de exportações e US$ 1,13 bilhão de importações. As negociações de celulose são responsáveis por grande parte do saldo com o setor externo, considerando a elevação de 11,82% em comparação ao primeiro semestre do ano passado, representando 40,2% do total da pauta de exportações. Os dados referentes estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgada nesta quinta-feira (04), pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar).

 

Porém, as exportações de soja registraram queda de 39,92%, considerando queda de  27,42% da pauta de exportações em MS. Para o secretário da Semagro, Jaime Verruck, “A performance das exportações de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2019 foi inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, uma queda em torno de 13%. Isso ocorreu devido ao impacto da economia internacional na economia sul-mato-grossense”, destaca.

 

Ainda conforme Verruck, “houve uma queda de 39% na soja em grão, em relação a 2018 e também caíram 24% as exportações para a China. A questão da mortalidade suína na China reduziu a demanda do grão por aquele país, como também aconteceu com a Argentina. Os chineses, no entanto, continuam sendo o principal parceiro comercial de Mato Grosso do Sul, com 45,85% da pauta. Temos uma queda pontual, decorrente de uma redução mundial pela soja em grão, mas temos também outras oportunidades”, pontua.

 

Analisando o desempenho da carne bovina houve elevação dos valores exportados em 32,28% em relação ao mesmo período de 2018. O secretário da Semagro destaca ainda que, “Esse crescimento da carne bovina ocorre devido ao restabelecimento das negociações com os Estados Unidos e a reabilitação de frigoríficos para exportação de carne ao mercado norte-americano. A participação dos EUA na pauta passou de 2,31% para 5,43%”.

 

O titular da pasta enfatiza com relação ao crescimento da celulose a estabilidade e a resistência a sazonalidade do mercado, segundo Jaime Verruck, “a celulose vem mostrando que é um produto mais estável, com mais resistência à sazonalidade do mercado. É importante também lembrarmos do milho. Temos uma estimativa de supersafra, com 10,1 milhões de toneladas. O Governo do Estado já alterou as regras de paridade do grão, por entender que esse é o momento de o produtor de milho exportar, de aproveitar o bom mercado, com mais competitividade. Mesmo sem a paridade, as exportações de milho no primeiro semestre de 2019 foram 77% maiores em relação ao ano passado.  Temos uma tendência de crescimento, pois há demanda”, conclui.

 

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