A Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) deverá intensificar os postos volantes de fiscalização na região de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, como medida para manter a qualidade do controle da sanidade animal. A área de 15 quilômetros que compunha a Zona de Alta Vigilância (ZAV) foi oficializada esta semana como “livre de febre aftosa com vacinação”.
De acordo com a diretora-presidente da Iagro, Maria Cristina Carrijo, além dos 15 postos fixos que devem ser mantidos, como previsto na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura (Mapa), as ações volantes, que já são feitas, vão ser mantidas. “Nós temos cerca de 900 quilômetros de fronteira seca, que demandam cuidados”, explica. Conforme Maria Cristina, já na próxima semana deverá ser publicada a portaria da agência sanitária regulamentando todas as ações que vão ser tomadas a partir das novas diretrizes determinadas pelo Mapa.
Com a recuperação do status sanitário, essa região deixa de ter uma série de restrições, como a exigência de quarentena para o transporte de animais. Também não vai mais ser preciso o lacre dos caminhões, que obrigatoriamente precisava ser feito por fiscais sanitários nas propriedades ou nos postos fixos. A vacinação regular contra a aftosa passa a ser feita como nas demais regiões, pelo próprio produtor, sem a necessidade de aplicação pela Iagro. Esse cuidado, no entanto, continua para assentamentos, aldeias, periferias de cidades ou pontos considerados de risco. Nessas localidades, será mantida a chamada “agulha especial”, em que a agência sanitária se encarrega da vacinação.
A presidente da Iagro comentou também a eventual necessidade de alterar o calendário de vacinação na região do Pantanal, em função das cheias. Segundo ela, a agência vai fazer essa definição depois de verificar como as condições estão progredindo na região. “Vamos ver como as coisas caminham, para ajustar situação sanitária”.
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