A geada negra que atingiu o Paraná três semanas atrás terá reflexo direto na próxima safra estadual de café. De acordo com estimativa da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), um milhão de sacas de 60 quilos deixará de ser produzidas em 2014, quantidade equivalente a 50% da produção.
Parte dos cafezais está sendo cortada e, apesar dessas perdas, a colheita de 2013 não terá redução drástica. Os grãos estavam em fase de maturação. A última previsão (1,7 milhão de sacas) deve ser mantida pela Seab.
Com 60% das lavouras colhidas, o trabalho terminará no final de setembro. O café sempre rende mais a cada dois anos. Para 2014, a expectativa era de que o estado retornasse à casa de dois milhões de sacas, ou 120 mil toneladas.
A cafeicultura começou a enfrentar problemas climáticos há quatro meses, quando o excesso de chuva impediu a colheita na época ideal. O café secou no pé, provocando a queda das folhas. A massa de ar fria atingiu 80% dos 82 mil hectares ocupados com a cultura no estado.
O presidente da comissão técnica de cafeicultura da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Walter Ferreira Lima, acredita que o momento pode ser utilizado para uma virada da cultura no estado. “É hora de fazer a renovação da cultura e entrar na mecanização. Mas para isso é preciso recursos disponíveis”, diz.
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