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Invasão de Terras

Famasul faz reunião emergencial para discutir invasões de terras por indíos

Com 95 propriedades rurais invadidas por indígenas, Mato Grosso do Sul é atualmente o foco nacional dos conflitos fundiários

Rosália Prata
Capital News

Anderson Ramos / Arquivo Capital News

Famasul Bienal

Presidente da Famasul Mauricio Saito convoca reunião emergencial

O cenário das invasões a propriedades privadas por indígenas, intensificadas no Sul do Estado, é tema de reunião para discutir questões fundiárias nesta sexta-feira (28), na Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS.

Com 95 propriedades rurais invadidas por indígenas, Mato Grosso do Sul é atualmente o foco nacional dos conflitos fundiários.

A reunião com lideranças rurais e representantes do Governo do Estado e parlamentares sul-mato-grossenses tem o objetivo de debater os impactos do atual cenário de insegurança jurídica no campo, que em menos de dois meses, o quadro se invasões no Estado aumentou consideravelmente, saindo de 88 para o atual patamar de 95 propriedades.


 Na última quarta-feira, o presidente da Famasul, Mauricio Saito, se reuniu com o presidente da Funai - Fundação Nacional do Índio, João Pedro Gonçalves da Costa, no Ministério da Justiça. A audiência no Ministério foi agendada pelo deputado estadual João Grandão e previa a participação do parlamentar e de lideranças indígenas que não compareceram ao encontro.

De acordo com Saito a ideia é traçar ações e dividir responsabilidades, outra preocupação da Famasul se fundamenta na posição geográfica da região que é maior foco de tensão devido às invasões nesse momento. “Hoje temos uma situação de descontrole em uma região de fronteira seca com o Paraguai. O que está em risco nesse caso não é só o direito de propriedade mas a soberania do País”, alerta Maurício Saito.
 
A Famasul quer, ainda, agilidade na execução das liminares de reintegração de posse das fazendas invadidas, cujos atos foram intensificados em MS nos últimos 15 dias. Com as novas ações indígenas, o número de propriedades rurais invadidas em Mato Grosso do Sul chegou a 96.

 

Em Campestre, segundo a advogada Luana Ruiz, cerca de 40 famílias que moram no distrito estão sendo expulsas e precisam de apoio da Prefeitura para deixar o local. Costa prometeu interceder para que homens da Força Nacional de Segurança, que já estão na região de Amambai, também sejam deslocados para as localidades de Antônio João, mais recente foco de invasão indígena no Estado.

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Daniel 28/08/2015

O deputado João Grandão solicitou a audiência dos índios com o Ministro da Justiça e TAMBÉM FOI ATÉ BRASÍLIA no último dia 26. Só que chegando lá, soube que a FUNAI não havia pago as passagens dos indígenas, inviabilizando a presença dos índios na reunião. Por esse motivo e não ver mais razão, ele não quis participar da audiência e solicitou OUTRA reunião com os indígenas (é preciso ouvir sempre os DOIS LADOS!). Inclusive ontem na Assembleia Legislativa, o deputado João Grandão encaminhou um requerimento à Mesa Diretora da Casa solicitando EXPLICAÇÕES do motivo pelo qual a Funai NÃO PAGOU as passagens dos índios e não viabilizou a ida deles até Brasília! Antes de saírem replicando notícias do site da Famasul, procurem ouvir o OUTRO LADO e saber o que aconteceu na verdade.

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