Famílias que vivem da extração de produtos dos biomas brasileiros receberão até 2016 mais recursos para garantia de suas rendas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai dispor R$ 30 milhões para 2014, R$ 40 milhões para 2015 e R$ 50 milhões para o ano de 2016, totalizando R$ 120 milhões.
Os recursos são do grupo gestor da Política de Garantia de Preço Mínimo dos Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio), formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Fazenda, Planejamento e a Conab. Em 2013, foram pagos mais de R$ 4,5 milhões em subvenções a 9.508 famílias de extrativistas de muitos estados.
São beneficiadas todas as pessoas que realizam a extração de produtos das matas da Amazônia, do Cerrado e de áreas do Nordeste, como as quebradeiras de coco, catadores de açaí e mangaba. Para 2014 está prevista a participação de novos produtos, como bacuri, buriti, erva-mate, fava d’antas, licuri, macaúba, maracujá do mato, murici, murumuru, pinhão e pirarucu de manejo, encontradas nessas e outras regiões brasileiras.
A coleta em 2013 chegou a mais de 9 mil toneladas de produtos como açaí, babaçu, borracha natural, castanha-do-brasil, pequi e piaçava. Do início do programa, em 2009, até hoje, foram pagos R$ 15,1 milhões a 46.082 extrativistas e adquiridas 26.465 toneladas de produtos.
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